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Braços cruzados

Desde que a coluna surgiu, ela vem chamando a atenção do movimento sindical para que assuma seu papel, para que não fique na rua dando milho aos pombos. Mas parece um grito no deserto, já que o que vemos são as lideranças cada vez mais alheias ao enorme risco à democracia e aos direitos adquiridos pelos trabalhadores. 
 
Não se atentaram à plataforma da classe trabalhadora, desenhada pelo próprio movimento, mas que acabou se transformando em uma série de objetivos expressos em um documento, que foi entregue à própria sorte. Não se vê mais a ênfase na defesa daqueles preceitos. 
 
Na votação do impeachment o que se viu foi um recuo muito grande do movimento sindical. Quem tomou a frente foi a Frente Brasil Popular e o movimento estudantil. O movimento sindical, que tinha todas as ferramentas para tomar as rédeas do processo, dando um fim ao golpe, expondo a manobra do capital para eliminar o governo do Partido dos Trabalhadores. 
 
Estabelecido o golpe, com um governo de exceção, o que se vê é novamente o movimento sindical encolhido, estático. Mesmo diante da declaração estapafúrdia do presidente da Confederação Nacional das Indústrias, tentando impor um discurso que beira à escravidão, o movimento sindical permanece olhando de braços cruzados. 
 
Enquanto isso, o governo golpista mancomunado com parte do empresariado segue com seu projeto de tomada de poder. Enquanto o movimento não sair da toca e se colar na defesa dos interesses da democracia, essa história vai continuar seguindo para um futuro nefasto, que pensávamos, teria ficado no passado.  
 
Hoje essa situação foge da responsabilidade apenas do movimento sindical. Se ele não tem mais legitimidade para buscar o restabelecimento da ordem natural das coisas, que seja a sociedade civil chamada a defender a democracia. 
 
Trabalhador, a hora é essa!

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