No movimento sindical, PT e PSOL brigam para saber quem está mais à esquerda. No Espírito Santo, o PT manteve a hegemonia à frente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (Sindiúpes), embora as críticas à eleição sejam muitas. Já o PSOL vem se mantendo à frente do Sindicato dos Bancários.
Pois bem. Na hora da briga pelo poder, as bandeiras são hasteadas e as direções fazem discursos enfáticos sobre a necessidade de se fazer uma reforma profunda. Precisa. Mas a coisa deve ser aprofundada. Todos os partidos ligados à esquerda querem mostrar um discurso forte, mas a hora é de união e não de divisão.
Isso porque, quando a economia estava estabilizada e o País em crescimento, sob o comando do PT, não se viam essas discussões. Todos quietos, aproveitando a onda de ascensão da economia. Agora, em baixa, há essa divisão.
Os partidos de esquerda devem se unir em favor de uma agenda que auxilie o Brasil a sair da crise. Não se vê essa mesma discussão sobre o fim do imposto sindical. Os partidos precisam colocar essas agendas acima da divisão partidária, já que o momento é grave.
Agora, aproveitar a maré baixa para apontar o dedo para o outro que é não pode. Ou o movimento sindical se une para buscar alternativas e apontar saídas para a crise, evitando o desemprego, ou, com o movimento dividido, a coisa deve se agravar e aí ninguém vai sair vencedor.
Chega de divisão.

