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Cada um na sua

O sindicato dos Metalúrgicos está preocupado com a terceirização na Vale, o que não é sua função. Em seu informativo, Boca de Forno, edição de 9 de junho, o sindicato fala que a empresa, além de encerrar os contratos com as prestadoras de serviços, o que resultou na demissão de milhares de trabalhadores, não está fazendo o pagamento de multas rescisórias, o que é previsto em contrato.
 
Tá errado. Quem tem que cuidar das questões dos terceirizados da Vale é o Sindicato dos Ferroviários, para defender os trabalhadores da empresa e o patronal para questionar os contratos. É verdade que têm metalúrgicos e construção civil lá dentro, mas quem tem que questionar essas coisas  não é o Sindimetal
 
E o pior ao questionar o fim dos contratos, o sindicato acaba defendendo a terceirização, uma prática que deverias ser execrada das empresas. Isso diminui o emprego real, precariza as condições de trabalho e o salário. Recentemente, a aprovação do projeto de Lei que amplia o campo de terceirização, pelo Congresso Nacional, aumentou esse absurdo, e ficar defendendo essa prática hoje é um tiro no pé. 
 
Não é por acaso que o Sindicato vê minguar seu quadro de associados a cada ano. Deve se concentrar nas pautas dos metalúrgicos, buscar formas de valorização dos trabalhadores. Quanto à empresa, os sindicatos que representam os trabalhadores que lá estão, deve ser questionada na Justiça e acabou. 
 
Por essas e outras, o movimento sindical no Espírito Santo precisa repensar sua atuação, tentar atrair novamente os trabalhadores e criar condições de ampliar sua atuação com formação política e ocupação de espaços institucionais. 
 
Outra coisa, não adianta tentar atrair sindicalizado com direito à área de Lazer. É preciso brigar pelos direitos das categorias. 
 
Foco, metalúrgicos!

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