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Cada um por si

As eleições de 2004 e 2008 foram decididas na mesa redonda. As principais lideranças de meia dúzia de partidos, fortalecidos pela ascensão da unanimidade e da política de grupo, dividiu as prefeituras, sobretudo na Grande Vitória, bem antes de o pleito ir para a rua. Esse sistema já não funcionou em 2012 e deve ser ainda mais complicado em 2016.
 
Decidindo o jogo político na região e nas maiores cidades do Estado, estavam à Mesa o PMDB, o PSB, o PT, o PDT e o PR. De lá pra cá, muita coisa mudou e a expectativa pelo menos para três desses cinco, é desoladora. O PSB ganhou fôlego com a ascensão de Renato Casagrande (PSB) ao governo, mas a expectativa para a eleição do próximo ano é de que não fique nem perto do retrospecto de 2012. 
 
O partido na mesa de 2004 conseguiu garantir as quatro vices da Grande Vitória, não tem mais como se afinar com um grupo que lhe garanta uma aliança forte nem para a cabeça de chapa e nem para acomodação. Com o retorno de Paulo Hartung (PMDB) ao governo e a disputa com Casagrande, dificilmente a classe política vai querer posar na foto ao lado dos socialistas. 
 
O PT também não é uma companhia muito benquista na eleição, devido ao desgaste nacional. As lideranças do partido que ainda têm seu capital estão receosas de colocá-lo em risco na eleição e os parceiros também não veem condições de recuperação da imagem do partido, ainda mais em um Estado que nunca foi uma base simpática ao PT, como o Espírito Santo. 
 
O PR do senador Magno Malta também sempre conseguiu assento nessa discussão da Grande Vitória, com acomodações importantes nas grandes prefeituras. O partido se desgastou tanto desde 2013, que até o próprio Malta está de saída da sigla. 
 
Volta a crescer nesse cenário o PMDB de Paulo Hartung, até pelo retorno do governador ao Palácio Anchieta. Resta saber se o partido vai assumir uma postura protagonista na eleição do próximo ano. O deputado federal Lelo Coimbra (PMDB), presidente do partido, e nome cotado para a disputa em Vitória garante que sim. Já o PDT, como tem pretensões modestas em relação ao jogo político do Estado, focado na Serra e em manter a representação no legislativo, o mar continua sendo brando.  
 
 
Fragmentos:
 
1 – A vereadora Neuzinha Oliveira (PSDB) quer explicações da Secretaria de Assistência Social de Vitória sobre o corte na verba do auxílio funerário na Capital. A partir desta segunda-feira (19), a coisa fica incerta em Vitória. 
 
2 – Aliás, a Câmara de Vitória neste episódio do Integra Vitória, mostrou como funciona bem como caixa de ressonância da sociedade. Mesmo com uma base ampla, a Casa fez o debate necessário para a cidade.
 
3 – O vice-prefeito de Marataízes, Tininho (PT), ainda tenta reverter a decisão que reconduziu o prefeito Jander Vidal (PSDB) ao cargo. Mas a impressão nos meios políticos e de que é muito difícil uma reversão.

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