A eleição do deputado estadual Sérgio Borges (PMDB) ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) causou uma série de interpretações nos meios políticos. Evidentemente, o fato de Sérgio ser líder do governo facilitou as coisas. E aí os demais candidatos reclamaram da influência do Executivo.
Estranho ouvir essa reclamação de uma Assembleia submissa desde 2003, aprovando todos os atos do Executivo sem questionamento, sem cogitar a possibilidade de derrubar um veto ou de eleger um presidente sem a benção do governador.
Ou seja, a escolha do conselheiro seguiu a mesma lógica. Aliás, a mesma lógica que serviu para a escolha de Rodrigo Chamoun, quando os deputados já queriam eleger Sérgio Borges. Também serviu para a escolha de José Antônio Pimentel, que nem era deputado, e sim chefe da Casa Civil no final do governo Paulo Hartung (PMDB).
Também se falou da questão da condenação de improbidade. Uma discussão muito polêmica, inclusive no mérito da questão, mas como se trata de um deputado estadual, é fácil fazer a condenação pública. Independentemente do mérito, o processo não terminou ainda.
E outra, Dary Pagung (PRP) também tem questões a resolver no Tribunal de Contas e Claudio Vereza (PT) contas a serem apreciadas. Rodrigo Chamoun também tinha bronca quando foi escolhido, assim como o novo presidente do colegiado, Domingos Taufner.
A verdade é que os deputados escolheram o caminho mais curto. Como Borges tem 65 anos, deixará o cargo daqui a cinco anos, no máximo, abrindo mais uma vaga a ser disputada pelos deputados.
Há um interesse em desgastar a imagem de Borges porque no Tribunal ele equilibra o jogo. Sobre as contas de Casagrande pode ajudar, mas o fato preocupante mesmo são os processos dos aliados do ex-governador Paulo Hartung que estão sobre a mesa. Isso pode causar um racha na blindagem do governo, sem máculas do antecessor de Casagrande.
Em 2016, estará em disputa a vaga de Valci Ferreira e, evidentemente, uma nova polêmica será criada na Casa. Mais desgaste para imagem da Assembleia virá.
Fragmentos:
1 – A ex-vereadora de São Paulo Soninha Francine (PPS) participa nesta quarta-feira (6) de um debate no anfiteatro 1 – anexo do IC-2 na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). O evento é promovido pelo Movimento Nova Vila Velha, com apoio do prefeito de Cariacica, Geraldo Luzia, o Juninho (PPS).
2 – O objetivo é discutir um programa para a Nova Política no Brasil. Ente os temas está a discussão se essa nova política deve ficar restrita ao campo partidário e institucional.
3 – Parece que o governador Renato Casagrande vive um momento de amor e ódio com o PT. Quer manter o partido no palanque, mas não está gostando da postura da bancada na Assembleia.

