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Caminho seguro

A eleição de 2014 é muito importante para o ex-governador Paulo Hartung. Por isso a escolha tem de ser cuidadosa e acertada. Sem mandato desde que passou a faixa para o governador Renato Casagrande, em janeiro de 2011, ele vê seu prestígio político minguar na planície, enquanto uma lupa é passada em seus dois mandatos, o que pode lhe trazer problemas judiciários sérios. 
 
As propostas estão colocadas e uma figura política de seu quilate é cobiçada pelos palanques do próximo ano. Mas é preciso escolher o caminho certo para não correr o risco de sofrer uma derrota na disputa, o que poderia significar um prejuízo político irreversível. 
 
O PT nacional ofereceu o palanque de reeleição da presidente Dilma, mas Hartung é arredio. Talvez o caminho mais seguro fosse ser o candidato ao senado da parceria PT e PMDB, com o senador Ricardo Ferraço (PMDB) como candidato ao governo e o ex-prefeito de Vitória João Coser (PT) como vice na chapa. 
 
Mas o PT não quer nem discutir isso. Ou Hartung puxa o palanque, ou nada feito. Hartung pode até levar a disputa com Casagrande para o segundo turno, mas isso é um risco, que talvez Hartung não queira ou não possa correr. 
 
O governador vem se fortalecendo politicamente cada vez mais, basta ver sua enorme base eleitoral. Além disso, conseguiu neste último ano emplacar uma marca ao seu governo, voltando a administração para o interior. O discurso comparativo entre os dois governos de Paulo Hartung e o governo de Renato Casagrande pode não ser a melhor ideia. 
 
Neste sentido, o ex-governador vem tentando se aproximar de seu sucessor no sentido de reconstruir a unanimidade, um desejo fervoroso também de Casagrande. A tragédia das chuvas no Estado ofereceu a oportunidade ideal para que isso comece a ser construído. As conversas entre os dois nos bastidores já era um fato comentado fortemente nos meios políticos, agora ganha corpo e pode se consolidar. 
 
 
Fragmentos:
 
1 – Se em 2010, houve uma renovação de mais da metade da Assembleia Legislativa este ano a renovação pode ser maior ainda. Os desgastes acumulados dos deputados estaduais são grandes e a concorrência maior ainda.
 
2 – Aliás, quem saiu mais queimado nessa história das chuvas formam os deputados estaduais e os vereadores dos municípios mais afetados. Enquanto a maioria dos prefeitos e o governador colocaram o pé na água, muitos legisladores sumiram.
 
3 – A esperança dos parlamentares é que suas emendas cheguem às bases, acompanhadas de atos públicos para tirar foto ao lado do governador Renato Casagrande. Mas nem todo mundo vai conseguir vaga em seu helicóptero. 

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