
O PT no Estado finalmente dá início ao desembarque do governo Paulo Hartung (PMDB) e o que circula nos bastidores é que o partido abrirá um processo de reunificação interna até a disputa de 2018. Embora o ex-prefeito João Coser não se posicione sobre o rompimento com a atual gestão, o partido não deverá fazer oposição, mas também não discutirá aliança. O PT quer, agora, articular o processo eleitoral e, para isso, precisa manter uma distância segura de Hartung, evitando ainda mais divisões na militância, contrária à manutenção dessa parceria política pra lá de duradoura. O momento é de definir estratégias, já que o cenário de 2018 para o partido ainda é indefinido, dependendo do futuro do ex-presidente Lula. Duas possibilidades, no entanto, já estão na mesa de debates. Caso a principal liderança petista consiga se livrar das investigações da Lava Jato e se candidatar, o que não parece fácil, o PT pode sair com chapa completa de governador e senador, missão que caberá aos deputados federais Givaldo Vieira e Helder Salomão. Diante da impossibilidade de Lula entrar no pleito, porém, uma aliança já ventilada em nível nacional é com o PDT, que lançou Ciro Gomes na disputa. A contar pela chapa possível à Câmara dos Deputados, um palanque muito longe de se jogar fora. Só para começar: do PT, tem Helder, Givaldo e o ex-prefeito João Coser; do PDT, o deputado federal Sérgio Vidigal e o secretário de Estado de Agricultura, Octaciano Neto. Sai ou não sai muitos votos desse “bonde”?
Retorno
Na disputa pela Assembleia Legislativa, além dos deputados que tentarão a reeleição pelo PT, quem deverá trilhar o caminho de volta à vida política é a ex-ministra e ex-deputada federal Iriny Lopes, que está sem mandato há um bom tempo, embora presente na atuação partidária.
Sei não…
Recado que passa de roda em roda, no Estado e em Brasília: a senadora Rose de Freitas (PMDB) está disposta a brigar por sua candidatura ao governo. Se depender dela, escolha do PMDB passará por convenção. Rose ou Hartung?
Cerco
A propósito, o “pacote de bondades” lançado nesta terça-feira (27) pelo governador para socorrer os municípios é considerado mais um cerco à senadora. Mas, se para Rose a questão partidária é mais complicada, para Hartung também não é fácil tirar dela o domínio do interior.
Cerco II
Também nessa velha disputa por território, o recente assédio do governador ao prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede), em movimento de proximidade com a senadora. O governador, em eleição, nunca colocou todos os ovos na mesma cesta.
Não sai
O vereador da Serra, Miguel da Policlínica (PTC), em contato com a coluna, confirmou que recebeu convite do prefeito Audifax para entrar na Rede e disputar a Câmara dos Deputados. Mas diz que não aceitou. “Sou histórico do PTC, faço parte da Executiva Nacional, e irei disputar a eleição de deputado federal pelo meu partido”.
Sai
Já Guto Lorenzoni (PP), na mesma reunião com Audifax, teria dito “sim”.
Há vagas
A Prefeitura de Vitória parece ter gostado mesmo da história de cobrança do estacionamento. Tanto que agora foi aberta uma concorrência para escolha de uma empresa para explorar as vagas no Centro Integrado de Atendimento ao Cidadão, que fica na Enseada do Suá. A disputa está marcada para o próximo dia 15 de agosto.
Coffee break
O governo do Estado vai desembolsar quase R$ 80 mil com o fornecimento de alimentação e apoio logístico para realização das audiências públicas para elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2018.
Nas redes
“Depois de fechar mais de 50 Escolas do Campo e combater a Pedagogia da Alternância, esta é mais uma medida do Governo do Espírito Santo que compromete conquistas e oportunidades das famílias camponesas, indígenas e quilombolas do nosso Estado. Quando o governo é neoliberal, a prioridade não é social”. (Deputado federal Givaldo Vieira – PT – sobre extinção da Subgerência de Desenvolvimento da Educação do Campo, Indígena e Quilombola).
PENSAMENTO:
“Sou responsável por aquilo que não fui”. Georges Bernanos

