
O páreo para o governo do Estado está realmente entre Paulo Hartung (PMDB) e Renato Casagrande, com alguns corpos de vantagem de Paulo em relação a Renato, mas ainda indefinido. A existência de mais de 40% de indecisos sujeita o pleito a alterações no que concerne à disputa entre os dois. Sobretudo se entrarem em campo atores de peso eleitoral, caso especial do senador Magno Malta (PR), acostumado a se eleger por seu próprio peso político, comprovado por dois mandatos de senador contra tudo e todos. Fora ainda do jogo, ele tem voto para mudá-lo, muito embora exista uma tese de que ele tira mais voto do que dá. O que não parece nem um pouco correto. É só olhar quantos já se elegeram com o seu apoio.
Natural
Pela ordem natural das suas relações políticas, a escolha seria por Casagrande. Pois ele vem, ao longo do tempo, combatendo o ex-governador Paulo Hartung e sendo por ele atingindo por esquemas eleitorais de alto poder de derrota, como ocorreu na sua última disputa para o Senado.
Armadilha
Quando no governo, Hartung mobilizou a quase totalidade dos prefeitos e dos candidatos à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa para ficarem contra Magno, além de produzir fórmulas como a que contava com a candidatura de Rita Camata (PSDB) ao Senado, para permitir que houvesse uma dupla com Ricardo Ferraço (PMDB) e, assim, evitar que Magno contasse com os votos de Ricardo.
Distância
Como Magno amedronta as elites capixabas, sobretudo a empresarial, ela não quer nem saber dele presente em candidaturas que lhes são próximas, com a de Paulo Hartung e de Renato Casagrande. Principalmente de Renato, que dispõe da condição política de tê-lo em seu palanque.
Fora
Pois veio dessa mesma elite, a imposição para que prefeitos como Luciano Rezende (Vitória) e Gilson Daniel (de Viana), que contaram com apoio decisivo dele em suas eleições, o deixassem fora de seus governos. O que vem ocorrendo com certa frequência, no que diz respeito a Magno, nas eleições no Estado.
Futuro
A ausência dele nessas eleições tem essa condição de poder vir a ser decisiva, mas com o inconveniente do crédito político que possa lhe pertencer, pois, vitorioso numa eleição, ele é sempre um político diferenciado e, como tal, capacitado a chegar ao governo do Estado.
Ameaça
É melhor tê-lo fora, ainda mais quando a disputa é entre dois dos mais legítimos representantes das elites capixabas em condições de ganhar o governo: Hartung e Casagrande.
PENSAMENTO:
“Para fazer fotos, é preciso respeitá-la”. Sebastião Salgado

