A classe política vem conversando muito com o governador Paulo Hartung (PMDB). A peregrinação ao Palácio Anchieta é grande para saber onde se filiar e como costurar as alianças para o pleito municipal e viabilizar campanhas. Como Hartung é governador e está sentado no cofre do Estado, é claro que a preferência para alianças é toda dele.
Mas, diferentemente de processos políticos anteriores, o governador agora não é mais soberano na discussão. Em outras épocas, quem não tinha o apoio palaciano era considerado aventureiro. Ia se jogar em uma eleição contra o poder do Palácio. Desta vez, porém, o que se ouve é que a classe política tem carta na manga para a negociação.
A preferência continua sendo de Hartung, mas se ele nega um apoio, de acordo com sua conveniência política, acaba jogando o aliado para os braços do ex-governador Renato Casagrande (PSB). Se o entra e sai no Palácio Anchieta é intenso, no escritório do ex-governador, na Praia Canto, o cenário não é diferente.
Isso explica porque Hartung vem tentando desidratar seu principal desafeto político. É claro que o certo é grande e Hartung vai querer apostar no maior número de candidatos com chance de vencer, principalmente nos municípios grandes.
Mas engana-se quem pensa que o ex-governador tem observado os movimentos sem se mexer. Ele vem conversando muito e trabalhando para tentar garantir eleições não só de socialistas, como de aliados de outros partidos. Evidentemente, não se espera o mesmo resultado de 2012, mas a ideia é conseguir uma base mínima para se manter no jogo político.
A dúvida é se Casagrande vai conseguir vencer o cerco de Hartung e superar a barganha que o governador é acusado de fazer com os recursos para os municípios, em troca do esvaziamento do PSB.
Fragmentos:
1 – Quatro bairros de Linhares estão há três dias sem água por causa do rompimento de uma adutora no bairro Shell. Além dele, também foram atingidos os bairros Interlagos, um dos maiores da cidade, José Rodrigues Maciel e Novo Horizonte.
2 – A coisa está feia também na prefeitura de Linhares. Com o aluguel do prédio onde funciona a sede há mais de três meses atrasados, a municipalidade recebeu uma ordem de despejo e a vai se mudar em breve para o antigo prédio da Escelsa no Centro.
3 – Enquanto isso, o prefeito Nozinho Correa (ex-PDT) está fora da cidade. O prefeito, que tem terras em Rondênia, seguiu para o norte do País, em meio ao caos.

