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Cartilha pronta

O Plano Plurianual (PPA) enviado à Assembleia Legislativa nessa segunda-feira (31) sinaliza que chegou a hora do governador Paulo Hartung (PMDB) tirar da manga a fórmula de “salvador da pátria” do Espírito Santo. Pedra que foi cantada há muito tempo, desde que ele passou a disseminar o discurso do caos e fechou o cofre para atendimento de qualquer demanda popular e do funcionalismo público. Fora, é claro, os cortes em áreas essenciais para a população. Com imagem que em nada condiz com os velhos tempos, Hartung espera com o PPA superar as críticas à gestão que conduz, que pipocam de todos os lados. Além de investimentos que somam R$ 7 bilhões – “apesar da crise” – de 2016 até 2019, fez promessas para mobilidade urbana, educação e órgãos públicos, setores que têm sido obstáculos para o governador, e ainda nas áreas de saneamento e saúde. Esse enredo de Hartung nunca foi novidade. Pelo contrário, o governador já se valeu da mesma estratégia em outros carnavais. Só que, antes, a população caía rápido no conto. E agora, será que cola? Difícil, viu!

Ação e reação

Por falar no discurso do caos, Tyago Hoffmann, ex-secretário da Casa Civil na gestão Renato Casagrande (PSB), voltou a contrapor, em A Gazeta, artigo da secretária de Estado da Fazenda, Ana Paula Vescovi. “Se houve aprovação unânime das contas da gestão Casagrande, por que o atual governo insiste na tese de que recebeu o Estado desorganizado?”, questionou Hoffmann. Pois é!

Saída à francesa?

O Sindicato dos Servidores Públicos do Estado (Sindipúblicos) lembra que o período de afastamento de Hartung coincide com o anúncio de “apagões” nos serviços públicos em protesto contra a atual gestão. Para a entidade, mais um sinal de que o governador não está nada disposto ao diálogo e fechado às negociações.

Só para constar…

Na greve geral realizada pelo funcionalismo público, que teve adesão de 40 mil pessoas de diferentes órgãos do Estado, Hartung correu para agenda no interior do Estado. A mobilização – pasme! – não recebeu uma linha sequer na mídia corporativa, parceira de longa data do governador.

Processos

Os deputados federais Carlos Manato (SD) e Lelo Coimbra (PMDB) estão na lista do site Congresso em Foco de parlamentares com pendências criminais do Supremo Tribunal Federal (STF). Manato é investigado por crimes contra o meio ambiente (Inquérito 3924), já Lelo por corrupção eleitoral (Inquérito 3071).

Processos II

Manato disse que o caso está resolvido e se refere à construção de um muro em lote de sua propriedade em Aracruz, enquanto Lelo alega que o seu inquérito está pronto para ser encerrado, faltando apenas o despacho. A conferir.

Amarrado

Por falar em Manato, o corregedor da Câmara nega a frase “como vou investigar o chefe?”, que a coluna reproduziu do jornal A Tribuna em referência à denúncia que pesa sob o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ele garante que investiga sim, mas olha o trâmite. Algum parlamentar precisa fazer a denúncia, depois esta segue para o próprio Cunha, a quem cabe autorizar o processo e enviá-lo à Corregedoria. É exatamente o “x” da questão. Cunha vai dar um tiro no próprio pé?

Já era

O vereador de Vitória Marcelão (PT) não engoliu a medida do prefeito Luciano Rezende (PPS) de fechar o restaurante popular. Ele diz que a promessa dos aliados do prefeito na Câmara era reabri-lo em um mês, prazo para conclusão de uma reforma. Passou o tempo e nada. Aí…

Já era II

Marcelão foi lá fiscalizar o espaço nessa segunda-feira (31). Encontrou as portas fechadas, sem prazo para voltar a funcionar. Ao lado dele estava o secretário de Assistência Social, Marcos Marinho Delmaestro, que passou o pepino para o secretário de Obras, Zacarias Carraretto. O vereador cobrou dele uma solução. Resposta precisa: nenhuma. O petista suspeita que faltou foi manutenção do espaço.

140 toques

“Considerando que o veto ao projeto terrenos de marinha poderá ser votado amanhã [quarta-feira, 2], enviei carta aos senadores pedindo apoio para a derrubada”. (Senador Ricardo Ferraço – PMDB – no Twitter).

PENSAMENTO:

“O poder tende a corromper, e o poder absoluto corrompe absolutamente”. John Dalberg-Acton

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