
Definitivamente o ex-governador Renato Casagrande (PSB) não disputará a Prefeitura de Vitória, embora o momento fosse oportuno e ideal. Pois daria continuidade ao pega com PH, já que a eleição de prefeito é agora em 2016 e os palanques vão ser armados daqui a pouco. Mas vai preferir investir na reeleição de Luciano Rezende (PPS), muito embora persistam suspeitas que o prefeito está flertando com PH. Ou será que Casagrande está confiando no investimento que fez na eleição de Luciano com apoios partidários e recursos financeiros? Casagrande corre o risco, com essa recusa em disputar a Prefeitura de Vitória, de comprometer o seu futuro político. Aguardar para disputar o governo seria arriscado e imprudente, pelo tempo que disporia PH para exercitar a sua mente enxadrista.
Esperar, então, 2018, para disputar o governo, pode, portanto, ser fria para Casagrande, fria não, gelada. Com Casagrande correndo o risco de ser um derrotado em vez de ser um simples perdedor. Nesse cenário, ele vai se deparar com o jogo todo montado por PH para esmagá-lo.
PH já colocou sob sua tutela quase todos os partidos, a exceção do PSB e do PP, do deputado federal Marcos Vicente. E logicamente o PSOL. E ainda trama com o ministro das Cidades, Gilberto Kassab (PSD), para ficar com o PL caso o partido venha realmente a ser criado. O projeto do Kassab é fundi-lo com o seu PSD, mas há contra a fusão uma medida na Câmara dos Deputados que o novo presidente Eduardo Cunha (PMDB) pretende usá-la para impedir a fusão. Contudo, isso não impede que o PL seja ressuscitado.
O PL, portanto, se encontra em pleno processo de gestação, e sua existência é tudo que PH precisa para se livrar do PMDB, prestes a ser criminalizado pelo escândalo da Petrobras.
Com o PL não mão, ele fecha o cerco: O PSDB já está com ele e o PT também. Além do PRP que já prestou a devida vênia. E o PV, de Neucimar Fraga, batendo à sua porta. Oferecem-lhes plenas condições para a pratica do jogo que mais aprecia: do fogo amigo.
E se realmente vingar o PL, ele estará de posse do curinga do jogo político no Estado. Aí é botar porteira fechada para fazer um processo seletivo de ingresso. Há quem diga que ele já deu um toque para o suplente de deputado federal com enorme votação, Vandinho Leite, para que ele aguarde a criação do PL para deixar o PSB. Já teria havido também conversa na Serra com o prefeito Audifax Barcelos, do PSB, de Renato Casagrande.
Nesse jogo todo em armação por PH, existe uma enorme contribuição do ex-governador Renato Casagrande, principalmente quando está prestes a arriscar o seu destino político em uma aliança com o prefeito de Vitória Luciano Rezende. Não que represente uma furada eleitoral do tipo “Luciano não tem condições de ganhar”. Claro que ele tem e pode ganhar. É um candidato competitivo.
O problema não está em poder ganhar ou não a eleição. Mas o que a vitória de Luciano favoreceria a pretensão de Casagrande em disputar o governo do Estado? Se agora Luciano já “namora” com PH, imagina mais tarde e reeleito? É a constatação clara que Casagrande é realmente um poço de ingenuidade política.
Pensamento
“Somos apenas objeto da publicidade.”Louis –Ferdinand Céline.

