quinta-feira, abril 2, 2026
29.9 C
Vitória
quinta-feira, abril 2, 2026
quinta-feira, abril 2, 2026

Leia Também:

Casca de banana

No caminho da construção do palanque de reeleição do governador Renato Casagrande há umas cascas de banana que ele precisa ficar atento. Depois dos protestos de junho e julho do ano passado, o governador conseguiu, no segundo semestre, recuperar os 20 pontos perdidos naquele momento de convulsão popular.
 
Casagrande montou uma estratégias de apoio político descentralizada, fortalecendo os prefeitos, encontrou uma marca para seu governo, de homem do interior, atraiu e manteve em seu palanque as lideranças políticas da maioria dos partidos do Estado e, para finalizar, driblou os temas que poderiam lhe trazer desgaste.
 
Neste sentido, barrou o aumento da tarifa na Terceira Ponte e contornou o reajuste nas tarifas do Transcol, jogando a conta para o seletivo. Toda essa estratégia garantiria um caminho eleitoral sem problemas. Mas Casagrande ainda tem umas cascas de banana para evitar. Na semana que passou, uma delas foi jogada no chão escorregadio do Palácio Anchieta.  
 
As mexidas do secretário de Segurança, André Garcia, no Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas (Nurocc) criou uma sensação de inquietude no governo e deve ter acendido o sinal de alerta no gabinete do governador. 
 
Talvez o secretário não acreditasse na reação dos delegados e não adianta esconder, uma crise se instalou na área da Segurança. Tudo que o governador não precisava neste momento é justamente de uma crise. Ainda mais quando há afirmação de que as mudanças acontecem às vésperas do desbaratamento de um novo escândalo no setor mais complexo do governo do Estado. 
 
Garcia, ao lado de Tyago Hoffmann (Gabinete de Governo) e Fábio Damasceno (Transportes) são considerados nos meios políticos os supersecretários. Estariam ali para conter crises e não para criá-las. Enquanto evita as pedras no caminho de sua reeleição no campo político, o governador continua pisando em pedra pontuda, dentro de casa. 
 
Fragmentos:
 
1 – O Sindicato dos Servidores da Assembleia (Sindilegis) entrega nova pauta de reivindicação ao presidente da Casa, Theodorico Ferraço (DEM), ainda sem solução para o maior impasse da categoria, os 11.98%. Será que em 2014 isso se resolve? 
 
2 – O PMDB diz que não teme o isolamento. Aposta no tamanho para se manter. Mas será que essa coragem toda é porque quer levar à frente um projeto próprio ou porque ficou sem espaço no palanque palaciano?
 
3 – Critico voraz do recesso parlamentar, o presidente da Comissão de Saúde da Assembleia, Hércules Silveira (PMDB) aproveitou o período para fazer fiscalizações no Hospital dos Ferroviários em Vila Velha e o Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória, em Vitória. 

Mais Lidas