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Causas, efeitos e soluções para o endividamento

No mês de julho houve pequena queda no percentual de famílias endividadas no país, porém, houve aumento tanto na proporção de famílias com contas em atraso, como entre as famílias que assumem que não terão como saldar suas dívidas. É o que comprova a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor – PEIC, da CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo.
 
No endividamento, há casos e casos. Há os que foram contratando empréstimos ou financiamentos com planejamento, mas que no caminho foram surpreendidos por algum imprevisto, tal como o desemprego, cuja taxa atingiu 7,5%. Há os que foram contratando empréstimos para saldarem outros, sem analisarem os juros, sem os projetarem nas despesas mensais e acabaram se descontrolando. Há também os que “foram endividados” por emprestarem o nome a familiares ou amigos, somando mais de 15 milhões de brasileiros inadimplentes por este motivo. Há também os que se endividaram esperando que alguém saldasse sua dívida…
 
Para as diferentes histórias de endividamento há um processo de mudança comportamental compatível a ser adotado como tratamento, além dos recursos para a reversão das dívidas.
 
Destacamos que existem pontos de orientação, informação e apoio para os endividados tratarem sobre suas dívidas e, os PROCON’s, assim como o Poder Judiciário, fazem parte desta rede. Uma das estratégias adotadas é a de audiências de renegociação, que buscam a conciliação/mediação entre os devedores e os credores.
 
Há mutirões de negociação de dívidas, que são importantes espaços para soluções consensuais na reversão do endividamento, que obtém resultados como a redução no valor das dívidas, através da retirada dos juros e multa, chegando até a redução do valor bruto desta. Mas esse recurso não é suficiente para tratar o processo de endividamento e prevenir novas recaídas no comportamento de consumo.
 
É preciso oferecer um tratamento global para este, que já é considerado um problema de saúde pública. O endividamento tem repercussão no indivíduo, em sua família, em seu ambiente de trabalho; logo, é preciso adotar uma abordagem interdisciplinar e intersetorial, para promover o resgate e manter a saúde financeira dos indivíduos e das famílias.
 
Existem “remédios”, ou seja, soluções que podem e devem ser utilizados para resgatar e/ou garantir à dignidade dos indivíduos e de suas famílias.
 

Ivana Medeiros Zon, Assistente Social, especialista em Saúde da Família e em Saúde Pública,Educadora Financeira, membro da ABEF – Associação Brasileira de Educação Financeira, palestrante, consultora, colunista do Portal EduFin www.edufin.com.br

https://sites.google.com/site/saudefinanceiraivanamzon/

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