Quarta, 29 Junho 2022

Cidadania e escolhas

Estamos a pouco mais de cinco meses de realizarmos uma das principais funções da cidadania responsável, a escolha de nossos representantes para os mais altos cargos de governo em nossa sociedade democrática.

A democracia não é uma forma perfeita de escolhermos nossos representantes, mas dentro do sistema político, é a melhor forma de permitir a participação do cidadão no processo de escolha de quem vai nos governar por um tempo determinado, no caso, quatro anos de mandato.

Uma das finalidades da democracia é garantir a participação do povo, que por meio do voto, tem a principal forma de demonstrar seus interesses na execução das políticas públicas para atender suas necessidades, por isso, é tão importante participar da construção e fortalecimento da nossa frágil democracia. É por meio dela que garantimos a participação de todos no processo de escolha de quem vai gerenciar a máquina pública, que tanto interfere em nossas vidas, e podemos renovar nossas escolhas a cada período de mandato.

Neste momento, as instituições políticas e seus líderes estão construindo as estratégias e articulações necessárias para garantir representação no processo eleitoral. O povo participa pouco agora, pois as indicações das lideranças para a disputa eleitoral são feitas pelos filiados de cada partido e seus delegados, em reuniões, encontros e convenções partidárias. Nós, cidadãos, iremos votar nas lideranças que se sobressaírem deste processo ainda interno, de encontros e articulações político-partidárias.

Atualmente, os partidos trabalham os melhores nomes e formas de associações para a disputa eleitoral, que atualmente a legislação permite federações, coligações e apoios entre os partidos que se identificam numa determinada proposta política para a nossa sociedade.

O povo não escolhe diretamente os candidatos, escolhe entre os candidatos indicados pelos partidos, a melhor liderança para ocupar os cargos em disputa a cada eleição. O processo não começa com a votação, começa bem antes, com a definição das estratégias, da escolha dos nomes das lideranças e da formatação das federações, coligações e apoios importantes para a conquista do mandato no processo eleitoral.

O voto é mais que um direito, é uma responsabilidade de cada cidadão com a sociedade a qual pertence, por isso, é necessário que cada qual se identifique com os seus iguais, com os que tenham os mesmos desejos, interesses e necessidades, pois cada candidato representa um determinado projeto de sociedade com interesses que podem não ser os nossos, portanto, a escolha deve ser muito consciente, de acordo com que o eleitor acredita e defende. Se errar, poderá cometer o equívoco de eleger por quatro anos um representante que vai atuar contra seus interesses e suas necessidades.

A nossa frágil democracia em construção, quando propõe a escolha pelo voto, não faz um concurso para a definição dos melhores, mas sim uma escolha entre os iguais a nós, com todas as nossas diferenças, de etnias, crenças, cultura, situação social, religião e etc.. Na democracia, todos nós podemos ocupar qualquer função nos cargos legislativos e executivos para estabelecer o nosso governo e as políticas púbicas de nosso interesse. A escolha não se faz por meritocracia, mas sim por direito cidadão.

As eleições deste ano serão realizadas em 2 de outubro e vamos eleger o presidente da República e seu vice, e renovar um terço do Senado, elegendo um senador para compor os três em exercício, lembrando que o mandato de senador é de oito anos, e a cada quatro anos renovamos um ou dois terços dos mandatos.

Também iremos escolher, segundo nossos interesses, um nome de uma das lideranças que disputam a vaga para ser nosso governador, por quatro anos. Para Câmara Federal, o Espírito Santo é representado por 10 deputados que serão eleitos os mais votados de cada partido, coligação ou federação. Quanto aos deputados estaduais, nossa Assembleia Legislativa é composta por 30 representantes, sendo eleitos os mais votados dos partidos, coligações ou federações.

A nossa participação cidadã responsável é muito importante, como um fator decisivo para colocar nosso país no rumo de uma gestão pública e tomadas de decisões que garantam um governo voltado para a maioria do povo trabalhador. Cada um de nós podemos contribuir para a transformação da sociedade brasileira em mais democrática, ética e justa.

É uma grande oportunidade de contribuir com a transformação que precisamos, merecemos, e já sabemos que nossos interesses e necessidades só serão defendidos por nós mesmos ou por representantes legítimos.

O voto é a melhor e mais poderosa forma que a democracia nos permite utilizar para construir uma sociedade melhor para nós e para os nossos.

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Comentários: 3

José Carlos em Quarta, 27 Abril 2022 19:41

Todo cidadão e cidadã responsável deve reconhecer a importância deste debate e agradecer ao colunista e ao jornal Século Diário esta oportunidade que nos é dada de refletirmos sobre nosso papel de sujeitos em nossa sociedade.

Todo cidadão e cidadã responsável deve reconhecer a importância deste debate e agradecer ao colunista e ao jornal Século Diário esta oportunidade que nos é dada de refletirmos sobre nosso papel de sujeitos em nossa sociedade.
Karol Engellender em Quarta, 27 Abril 2022 20:14

Concordo plenamente

Concordo plenamente
Lilian Chagas em Quinta, 28 Abril 2022 06:44

É necessário fortalecer a importância do VOTO nas diversas instituições sociais (escola, igreja, família...) para que a população perceba e valorize o poder de mudar o cenário social que o povo possui. O VOTO responsável SALVA VIDAS.
Muito bom o texto!.

É necessário fortalecer a importância do VOTO nas diversas instituições sociais (escola, igreja, família...) para que a população perceba e valorize o poder de mudar o cenário social que o povo possui. O VOTO responsável SALVA VIDAS. Muito bom o texto!.
Visitante
Quarta, 29 Junho 2022

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