terça-feira, março 3, 2026
26.9 C
Vitória
terça-feira, março 3, 2026
terça-feira, março 3, 2026

Leia Também:

Clima de indefinição

Como a eleição no Espírito Santo segue com um olho nas articulações locais e o outro na movimentação dos presidenciáveis, as lideranças continuam cheias de dúvidas sobre suas acomodações nos palanques que começam a se consolidar para o pleito ao governo do Estado. O cenário eleitoral é frágil no que se refere à disputa presidencial. 
 
A presidente Dilma Rousseff segue liderando a corrida eleitoral, mas deve cair mais dois ou três pontos, deixando a dúvida se ela continua à frente do palanque ou se haverá uma substituição de última hora do ex-presidente Lula. Já senador Aécio Neves (PSDB-MG) parece ter estacionado. O PSDB ainda não encontrou a fórmula de fazer oposição sem ser raivosa e não consegue disfarçar que Aécio é o mesmo com uma roupa nova. 
 
Neste sentido, ganha força a grande incógnita Eduardo Campos (PSB). A estratégia de tirar Marina Silva (PSB-Rede) do páreo negando o registro do partido pode não ter dado certo diante do cenário de insatisfação da população com tudo isso. Embora seja de uma família política tradicional, Campos convence mais do que Aécio e Marina pode ter sua capacidade de transferência testada nesta eleição, os socialistas acreditam nisso. Precisam acreditar. 
 
Essa movimentação toda interessa ao Espírito Santo nos dois palanques. Hartung está com uma vela de cada cor na mão. Se Dilma cair, corre para os braços do amigo Aécio, fecha uma aliança com o PSDB e chuta de vez o PT de seu palanque. Se Dilma superar a crise ou se a substituição por Lula for vantajosa, ele esquece os tucanos e firma parceria com o PT. 
 
Quanto a Renato Casagrande, sua situação é delicada. Está pensando nos próximos quatro anos. Se vencer apoiando o presidenciável de seu partido e tiver de conviver com um PT mordido na presidência pelos próximos quatro anos, não vai ser nada fácil. 
 
Mas e se Casagrande for abandonado pelo PMDB e pelo PT? E se a neutralidade oferecida pelo governador for menosprezada pelo PT nacional? E se Eduardo Campos crescer na disputa? O governador vem adiando seu posicionamento e aguardando os movimentos nacionais, assim como toda a classe política capixaba tem feito. 
 
Quando a disputa começar de fato, Casagrande pode ser convocado a se posicionar e dependendo da situação que estiver, sua identidade partidária pode falar mais alto no momento de risco. Vale lembrar que o PT tem muita dificuldade com o eleitorado capixaba. 

Mais Lidas