Quando adotou Sérgio Sá (PSB) como vice e delegou a administração ao supersecretário Fabrício Gandini (PPS), o prefeito de Vitória Luciano Rezende (PPS) queria formular uma estratégia para o segundo mandato. Mas armou uma arena de briga. Delegar a prefeitura a Gandini era parte do projeto de disputar o governo em 2018 e facilitar o caminho da sucessão municipal para o vereador licenciado. Mas uma citação do nome de Luciano na Operação Lava-Jato arruinou o plano, o que lança a dúvida mortal: o que o prefeito vai fazer com esses dois? Bela questão. Legitimado pela aptidão técnica, Sérgio Sá não é um adorno como era o hoje vereador Waguinho Ito (PPS). Além disso, é imexível: foi eleito com o prefeito. Já Gandini, que tem mandato na Câmara, embora mexível, é o braço direito de Luciano. Em política, há um ensinamento de Tancredo Neves, segundo o qual não se nomeia quem não pode ser demitido. Luciano prefere criar sarna para se coçar.
Festa de arromba
A Prefeitura de Vitória prepara um festão para anunciar o início das obras do Centro de Inovação, o primeiro prédio do Centro Tecnológico de Vitória, em Goiabeiras. Abriu até pregão para contratar empresa de eventos. Serão aproximadamente 150 convidados.
Mas…
Só não convidem para a mesma mesa o vice Sérgio Sá e o vereador Denninho Gandin…, ops, Silva.
“Armador”
Do governador Paulo Hartung (PMDB), nessa quinta (31), durante a entrega da academia de alto rendimento do Centro de Treinamento Jayme Navarro de Carvalho: “Já fui levantador de vôlei e armador de basquete, mas meu melhor desempenho foi como jogador de handebol”. Há controvérsias. O governador ainda é um hábil armador.
Mistério
O presidente do Sindilegis, Leandro Machado, tem um mistério para decifrar. Como explicar a contratação de uma banca de advogados para acompanhar o processo do pagamento dos 11,98% aos servidores da Assembleia Legislativa? O Sindilegis tem advogados e precatório não é uma causa. A banca vai dividir R$ 9,5 milhões entre os integrantes e Leandro tem que elucidar: de onde vem esse dinheiro?
Polivalente
No meio do quiproquó interno do PT para desembaraçar (ou não) do governo Paulo Hartung, a ex-deputada estadual Lucia Dornelas (PT) acaba de adicionar ao currículo mais uma pasta em sua longa carreira na gestão PH. Depois de passar pela Aderes, Diário Oficial e Sedes, agora foi nomeada na Secretaria de Direitos Humanos. Como o governo só acaba em 2018, cabe mais uma.
De volta
Saindo de Cariacica e indo para Viana, o Diário Oficial desta sexta-feira (1) também registra a nomeação da ex-deputada e ex-prefeita Solange Lube como assessora especial da Secretaria de Desenvolvimento. Ela estava afastada da vida pública.
Passa bem
O deputado federal Marcus Vicente (PP) colocou marca-passo. Mais uma prova de que a política não é muito leal à saúde.
Escambo
Na Serra, o prefeito Audifax Barcelos (PSB) deu asas à imaginação e implantou uma genialidade. As empresas em dívida tributária com a prefeitura podem quitá-la com serviços. Tudo bem. Mas como fica quem paga suas obrigações em dia?
Aluga-se
Correndo o estado como se não houvesse amanhã, o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano Rodney Miranda (DEM) quer distância de gabinete. O negócio, agora, é pé na estrada. Mas de qualquer modo a Sedurb procura local para instalar a nova sede. Já publicou edital de chamamento público.
Negócios
Com uma conversa mole de reflorestamento, a Vale (cof!) faz uma grana preta com a venda de mudas na sua reserva em Sooretama. Cada uma sai a R$ 1,83. O problema é que não se refloresta nada com uma, duas, dez ou vinte mudas. Um bom negócio.
Pensamento
“Certos políticos brasileiros confundem a vida pública com a privada”. Aparício Torelly, o Barão de Itararé

