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A parceria entre os senadores Magno Malta (PR) e Ricardo Ferraço (PSDB) deixa transparecer que a representante feminina na bancada, Rose de Freitas (PMDB), está sendo deixada de lado. Partindo do princípio de que o movimento dos senadores tem mais relação com suas projeções para 2018 e a vaga de Rose só estará em disputa em 2022, faz sentido que os dois estejam mais próximos.

É uma questão de sobrevivência política, em que ambos buscam aumentar suas visibilidades para se tornarem mais fortes para a disputa de 2018. Ricardo Ferraço pode disputar o governo, mas para isso precisará de um capital político muito maior do que tem hoje. Até porque, não parece claro que esse seja o plano do governador Paulo Hartung para o tucano.

Magno Malta tem uma situação ainda mais complicada. Depois de muitos erros cometidos desde 2014, que o colocaram em desgaste até com seu eleitorado evangélico, o republicano pode ficar sufocado na disputa entre Hartung e Renato Casagrande (PSB).

Ricardo Ferraço tem de superar a percepção dos meios políticos de que ele é um nome que não atrai voto espontaneamente, precisando de um cabo eleitoral forte para rebocá-lo. Vai ter de mostrar habilidade política para fazer com que seu discurso de oposição em nível nacional seja bancado pelas demais lideranças tucanas.

Malta, mesmo em desgaste, posa de grande orador, o que ajuda na captação de votos. Mas está enfraquecido politicamente, sem conseguir superar a desidratação do PR no Estado e sem conseguir grandes alianças para sustentar seu palanque.

O que os dois senadores talvez não tenham percebido é que se aproximar de Rose de Freitas pode ser uma estratégia para buscar rotas alternativas ao controle de Paulo Hartung. A senadora já mostrou em mais de uma oportunidade sua capacidade de sobrevivência política. Ancorada no apoio dos prefeitos do interior e se empenhando na pauta municipalista, ela conseguiu fugir de todos os cercos erguidos pelo governador.

Fragmentos:

1 – O deputado Guerino Zanon (PMDB) aproveitou boa parte da sessão desta terça-feira (20) para agradecer e se despedir dos colegas de plenário. Ele assume a prefeitura de Linhares, abrindo vaga para o suplente José Esmeraldo (PMDB). Os colegas Cacau Lorenzoni (PP) e Edson Magalhães (PSD) também trocam o legislativo estadual pelo executivo municipal.

2 – Além de José Esmeraldo, Esmael Loureiro (PMDB) e Jamir Malini (PTN) retornam à Assembleia. Em entrevista ao jornal Tempo Novo, da Serra, Malini disse que um de seus objetivos é tentar entende o porquê da transferência da UTI Neonatal do Dório Silva para o Hospital e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha.

3 – A Assembleia entra em recesso e retorna suas atividades no dia dois de fevereiro, quando acontecerá a tão esperada eleição para a Mesa Diretora da Casa. Daqui até lá, os deputados devem discutir muito para chegar a um denominador comum.

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