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Tanto na movimentação nacional como na estadual a disputa por espaços nos governos têm sido o tom neste primeiro semestre que antecede a disputa eleitoral. Seja em Brasília ou no Espírito Santo, quem quer mais espaço é o PMDB. Mas a voracidade por cargos não é uma exclusividade dos peemedebistas, atinge todos os partidos da base. É o grande problema da coalizão é mesmo: na hora de acomodar todo mundo, falta espaço. 
 
A presidente Dilma Rousseff está encontrando muita dificuldade em acomodar seus aliados. Ao todo, 13 ministros devem ser substituídos porque vão disputar cargos eletivos ou estão ocupando interinamente os espaços. A fila de partidos requerendo esses espaços é grande.  
 
As vagas serão abertas com as saídas de Aguinaldo Ribeiro (ministro das Cidades, que disputará o governo da Paraíba pelo PP), Alexandre Padilha (ministro da Saúde, que disputará o governo de São Paulo), Fernando Pimentel (ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que disputará o governo de Minas Gerais), Gleisi Hoffmann (ministra da Casa Civil, que disputará o governo do Paraná) e Alozio Mercadante (ministro da Educação e deve ir para a Casa Civil).
 
No caso de Casagrande, que foi eleito com o apoio de 16 partidos e hoje teria a adesão até de siglas que estavam em outros palanques em 2010, apenas quatro mudanças estão previstas: Devem se desincompatibilizar para disputar a Câmara dos Deputados Helder Salomão (Assistência  Social e Direitos Humanos); Vandinho Leite (Esportes) e Jadir Pela (Ciência e Tecnologia). 
 
Além deles, o secretário de Turismo Alexandre Passos também deve deixar o governo em abril para disputar o mandato de deputado estadual. Com isso abrem-se espaços do PT e do PSB.  Vandinho migrou do PR, que pode lançar candidato de oposição com Magno Malta, mudando a distribuição de espaços. 
 
As movimentações para substituir esses secretários pode alterar  indicar os caminhos a serem tomados na eleição. Mas, apresentam um problema mais sério, mostrando como os governos ficam reféns de seus acordos para garantir a governabilidade. Ao tentar agradar a todos os aliados, muitas vezes a ocupação dos cargos não atende ao interesse da população, já que nem sempre a escolha política leva em conta a competência para o cargo. 

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