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Coisa de gigantes

O Canal do Panamá faz 100 anos nesse dia 15 de agosto. Essa foi a data em que os americanos o abriram oficialmente como rota de navios entre os dois maiores oceanos. Antes deles , porém, muitos outros tentaram. A primeira pessoa a ter a ideia do canal foi Vasco Nunez de Balboa, o primeiro europeu a chegar ao Pacífico, no século 16. Em 1534,  Carlos V, da Espanha, determinou uma pesquisa para uma rota que facilitasse a viagem dos navios entre a Espanha e o Peru, dando-lhe vantagem militar sobre os portugueses.  
 
Em 1698 foi a vez dos escoceses, mas na época não havia condições de levar o projeto avante. A França entrou na disputa em 1881, animada com o sucesso da construção do Canal de Suez. Gastou 287 milhões de dólares e perdeu  22.000 trabalhadores  por acidentes de trabalho e doenças topicais, como febre amarela e malária. A empresa construtora faliu e o projeto foi abandonado em 1889, tanto pelas perdas humanas como por problemas de engenharia.
 
Com 84 quilômetros de  comprimento abaixo do  nível do mar, os Estados Unidos levaram dez anos para concluir a façanha, tendo ainda que se envolver numa guerra entre Colômbia e Peru. O Presidente Roosevelt teria dito, “Tomei o ístmo, comecei o canal e aí deixei o congresso debater, não o canal, mas a mim”. Ainda hoje o canal é considerado um dos maiores e mais difíceis projetos já feitos pelos homens.  
 
Os Estados Unidos gastaram 400 milhões de dólares para construí-lo, com perdas de 5.600 trabalhadores. Mais de  60 milhões pounds de dinamite foram usados nas escavações e na construção do canal. A travessia dura de 20 a 30 horas, mas  usando a rota pelo sul da América do Sul, gastariam mais do dobro desse tempo. Em junho de 1979, o navio da marinha americana Pegasus  fez o trajeto em  duas horas e 41 minutos,  batendo o recorde da travessia mais rápida, até hoje imbatível. Por causa do formato em S do Ístmo do Panamá, no canal o sol nasce no Pacífico e se põe no Atlântico.
 
Os navios que trafegam entre Nova Iorque no leste e São Francisco, no oeste, encurtam 7.872 milhas usando o canal ao invés de subir pelo norte.  A  travessia é paga, sendo o valor calculado pelo tamanho do navio. O valor mais alto pago até hoje foi 144 mil dólares, pelo transatlântico Princess Crown, um navio de passageiros. O mais barato – 36 centavos de dólares – foi pago por Richard Halliburton,  a primeira pessoa a atravessar o canal a nado.
 
Desde que o canal entrou em uso, o tráfico anual de navios  subiu de mil para 14.702, perfazendo um  total de  mais de 815.000 navios (dados de  2008). Nesse rítmo, o canal está a exigir  reformas urgentes, para dar passagem aos navios cada vez maiores que são construídos hoje.  
 
Em tempo, no dia 15 de agosto Alegre também está em festa – dia da cidade. Gostaria de estar lá!
 

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