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Coisas do passado

As projeções para o próximo ano são de que a presidente Dilma Rousseff terá de disputar o segundo turno para conquistar sua reeleição. O cenário eleitoral aponta, porém, um crescimento de sua popularidade enquanto os demais candidatos ainda estão distantes. A dúvida está no segundo lugar, com Marina Silva se mantendo na corrida à presidência, mas tropeçando no registro da Rede. 
 
Diante deste cenário, o ex-governador Paulo Hartung traça uma estratégia para tomar do governador Renato Casagrande o controle do processo eleitoral. Fragilizou seu sucessor ao desmanchar a unanimidade e agora tenta tirar dele o palanque de Dilma Rousseff. Joga no mercado a dobradinha com o PT, o que põe por terra a trinca partidária com o PSB e o apoio à reeleição de Casagrande.
 
Se Hartung será mesmo o candidato ao Senado, vai depender muito das movimentações para o próximo ano. O que interessa agora é controlar o processo e isso ele já conseguiu. 
 
O problema é que essa parceria com o governo federal pode não dar liga. Hartung deixou Lula na mão na primeira e na segunda eleição do petista. Em 2010, tirou foto com Dilma na porta do Palácio Anchieta por pressão da nacional do PMDB. Mas foi só issso. Não fez campanha. 
 
Aliás, passou o segundo mandato todo reclamado da falta de atenção do governo federal com Espírito Santo. Esqueceu a antecipação dos royalties, que salvou as finanças do Estado no começo de seu governo (2003), e começou a jogar a culpa no governo federal pela falta de planejamento do Estado na capitação de recursos. 
 
As falcatruas na obra do aeroporto deixaram de ser discutidas e com a ajuda de parte a imprensa, o impasse na ampliação passou a ser vendida como má-vontade do governo federal. O aeroporto seria a grande obra de Hartung, mas não saiu e Hartung culpou o governo federal. 
 
Dia desses, Ricardo Ferraço, o pretenso candidato ao governo, retomou esse discurso na discussão sobre a ampliação da BR-262, falando da falta de interesse do governo federal em resolver a questão. Diante dessa incongruência no discurso, como este palanque vai defender a candidatura de Dilma no Estado? 
 
Fragmentos:
 
1 – Caso se confirme a saída do ex-deputado Wanildo Sarnaglia do PTdoB, o bloco formado por cinco partidos sofrerá uma baixa de mais de 17 mil votos. Mas o grupo vem se articulando para conquistar uma boa fatia do eleitorado no próximo ano.

 

2 – Com a ida de Vandinho Leite para  PSB, aumentam as expectativas de que o partido repita o desempenho de 2010, garantindo duas cadeiras na Câmara dos Deputados.

3 – O mercado político vem olhando de muito perto as viagens do vice-governador Givaldo Vieira (PT) Estado afora. O petista vem se fortalecendo cada vez mais para a disputa de deputado federal no próximo ano.

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