
É crucial o momento vivido pelo PT capixaba, levado a um isolamento político que não condiz com quem, até outro dia, era detentor de importantes e estratégicos campos eleitorais (fortes prefeituras). Caminha agora sozinho no processo eleitoral e ainda por cima rejeitado como companhia pelos dois principais pré-candidatos ao governo: o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) e o atual governador Renato Casagrande. Duro que isso ocorra com um partido que, até se meter com Hartung, caminhava para chegar ao cume do poder capixaba. Não conta sequer com um nome competitivo ao governo. E o que podia render algum lucro para os seus candidatos proporcionais, que é o ex-prefeito de Vitória João Coser, saltou fora da candidatura. Situação que pode também enterrar a candidatura presidencial de Dilma Rousseff no Espírito Santo.
Pulou
Coser vai para a disputa ao Senado, que dá liga com adversários do seu próprio partido neste pleito. O que contribuirá em muito para o seu resultado negativo e uma temeridade para quem se arriscar a substituí-lo nas eleições para o governo do Estado.
Substituto
Além do mais, a retirada do seu nome pega o partido despreparado para substituí-lo. Basta recordar que a convenção do PT indicou Coser para o governo, Senado e vice. Em matéria eleitoral, era ele, ele e ele. De acordo com o controle que exerce sobre o partido.
Depauperou
Fora isso, o ex-prefeito foi responsável direto pelo atrelamento do partido a Hartung, tirando das ruas os seus líderes sindicais e do movimento popular, que sempre foram a luz do partido e o meio pelo qual se comunicava com a população. PH cresceu e o PT virou acessório político dele.
Sem referência
Daí o motivo de o PT se encontrar sem condições competitivas na disputa pelo governo. Que significa deixar ao léu os seus candidatos à Assembleia e à Câmara dos Deputados.
Atrelamento
Sem deixar de mencionar a influência que passou a ter dentro do partido Hartung. Introduzido pelo próprio Coser e com a contribuição do vice-presidente do partido José Carlos Nunes e do dirigente sindical Tarcísio Vargas. (Há poucos dias, antes de acertar a saída do Coser da candidatura ao governo, o PT, pelos seus caciques, foram ao escritório do ex-governador.)
Recurso
Para cobrir a desistência do Coser, surgiram dois nomes, com duas visões diferentes de partido: a deputada federal Iriny Lopes e o deputado estadual Roberto Carlos.
Recurso II
Iriny tem a cara ainda ideológica do partido, pálida por ora, enquanto Roberto Carlos, a exame do seu comportamento na Assembleia, é uma figura distante das lidas ideológica, mais chegado a relações políticas com campos políticos diversos.
Resultado
Se for Roberto Carlos o candidato, não há risco de tiroteio, diferente da Iriny, que alvejará PH à vontade.
PENSAMENTO:
“A inveja nunca vai ao baile vestida de inveja”. Martin Amis

