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Combate de primavera

Pelo o que assistimos no ano que se findou, entre ataques e defesas do governador Paulo Hartung (PMDB) e do ex-governador Renato Casagrande (PSB), 2016 será o ano da consolidação do embate entre ambos, tendo como palco às eleições municipais.
 
Neste ano eleitoral, os dois finalmente vão ficar frente a frente em campo aberto, pois o que se viu nessa primeira fase de ataques e defesas, foi PH querendo desmontar o legado político de Renato, sustentado no seu governo, e o ex-governador reagindo à altura, muito embora esteja sempre sob o risco de tornar-se réu nesse embate. O que, de certa forma, com base nas respostas que vieram via redes sociais, não se consolidou. Medindo os respectivos públicos, PH ficou em desvantagem nesse embate virtual.
 
Só que PH nunca foi de jogar limpo. Com a estrutura de poder de que dispõe (Judiciário, Ministério Público e uma Assembleia Legislativa subserviente), fez um desmonte na sustentação política que alicerçou o governo de Casagrande. Uma tática que vem empregando desde quando chegou ao governo do Estado pela primeira vez (2003).
 
Só que agora, com Casagrande, já não foi da mesma forma. Hartung, desta vez, na obstinação em aniquilar Casagrande, permite que o rival possa chegar à arena de jogo nas eleições municipais inteiro, jogando votos em candidatos a prefeito para galgar condições competitivas para disputar o governo do Estado em 2018.
 
Casagrande tem a seu favor um trunfo que falta ao adversário, o público que o apoia nas redes sociais é mais espontâneo, e o de Hartung parece, digamos, artificial. Em contrapartida, o peemedebista tem os seus “homens-bomba” para recorrer quando necessário. Além da complacência incondicional da classe política.
 
Prognósticos? Ainda é cedo. A certeza, com convicção mesmo, é de que dificilmente, pelo andar da carruagem, surgirão outros candidatos ao governo que não sejam eles dois, embora PH, num acidente eleitoral na disputa para o governo, possa transferir-se para o Senado, colocando o seu vice, César Colnago (PSDB) no seu lugar para disputar o Palácio Anchieta. Já no caso de Casagrande, é ele e ele. Não tem condições nenhuma de recorrer a outro nome. Vai ter de neutralizar os rumores que PH produzirá no decorrer da competição, já que fatos não combinam com a sua personagem política. Hartung é um grande semeador de rumores. Os governos conquistados estão aí para provar a eficácia dessa perfídia e traiçoeira tática.
 
Um desafio e tanto a um postulante de governo, como Casagrande, que quando esteve no comando do Estado (2010-2014) não foi capaz de separar o inimigo do aliado. Ele terá agora que entrar sabendo fazê-lo para pôr o jogo dentro das normas de operações normais de combate eleitoral, com vistas a alcançar o esperado objetivo de poder dizer a PH que o tempo dele acabou.

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