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Começar de novo

Essa história de impeachment de todo não é ruim. Ele levantou a discussão sobre a defesa da democracia no País e coloca em foco o papel dos movimentos sociais nesse embate de forças, que claramente expõe a luta de classes. Enquanto a elite defende a saída da presidente Dilma Rousseff, a classe trabalhadora sai às ruas em defesa não só do governo, mas da democracia como um todo. 
 
Neste contexto é bom destacar a necessidade do movimento se repensar. De colocar sobre a mesa as conquistas desde a abertura democrática e as falhas que cometeu desde a ascensão do governo do PT, no início da década passada. 
 
Entre as conquistas é preciso destacar a formação de um partido dos trabalhadores, das centrais sindicais, das garantias ao trabalhador e sua família, entre outros. Foram muitos avanços, por isso os meios sindicais precisam ficar atentos para não correr o risco de perder. Daí a importância de se ocupar novamente as ruas, para mostrar que o movimento ainda tem força de mobilização e está mostrando. 
 
Entre as falhas estão a falta de empenho das entidades em buscar uma interlocução política maior no sentido de fazer com que as garantias avancem e que o trabalhador consiga emplacar sua agenda de luta na pauta política institucional. 
 
Passada a tormenta, será a hora dos movimentos fazerem um grande balanço. Será a hora de discutir uma pauta que atenda o interesse da sociedade e acompanhar o desenvolvimento das ações, sem perder o foco na luta de classes. 
 
Muito do que se vê hoje nas ruas é oriundo disso. A classe C vem sendo massa de manobra da elite na busca de uma retomada ao poder. Depois da evolução social, muita gente está receosa de perder o que conquistou e aí fica fácil manipular com o discurso do medo e do ódio. 
 
A luta continua!

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