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Começaram mal

O descaso da Enquet e do Futura às demandas da senadora Ana Rita, que pediu explicações aos dois principais institutos de pesquisa para tentar entender por que o seu nome não aparece nas pesquisas de intenção de voto para o Senado, é só uma amostra do que vem pela frente nas eleições de 2014. 
 
As empresas usaram estratégias parecidas para não responder aos questionamentos da senadora petista. A Enquet, de alguma maneira, tentou responder à senadora. Alegou, simplesmente, que o contratante da pesquisa, no caso, o jornal A Tribuna, não pediu a inclusão do nome da senadora no levantamento. Motivo? Não explicou. Pudera, não havia como explicar.
 
Se a Enquet deu uma desculpa esfarrapada, o Futura nem sequer se preocupou em responder ao questionamento da senadora. Calou-se. 
 
Ora, os questionamentos de Ana Rita são pra lá de pertinentes. A senadora tem todo o direito de entender os motivos que levaram os dois institutos a excluí-la das pesquisas. 
 
Não justifica os institutos alegarem que a intenção de votos da senadora na sondagem estimulada é muito baixa. Não importa, mesmo que fosse próxima de traço, a obrigação dos institutos era incluir a senadora. 
 
Consta para os capixabas que Ana Rita faz um ótimo trabalho no Senado. Registre-se, anos luz à frente do que muitos figurões da bancada capixaba que falam muito, mas que no final conseguem cumprir muito menos do que prometem. 
 
A senadora petista tem feito um mandato equilibrado, reto, responsável. Tem tomada à frente de projetos importantes. Um dos destaques foi o trabalho da senadora no comando da CPMI da Violência contra a Mulher, cujo relatório final foi recentemente entregue à presidente Dilma Rousseff. O relatório final traz conclusões interessantes e perturbadoras, por exemplo, que o Espírito Santo é o Estado do País onde mais se mata mulheres. 
 
Ana Rita, com a bandeira dos direitos humanos em punho, fez um mandato pautado exclusivamente nos interesses da sociedade civil, sobretudo das minorias. 
 
Apenas por essas realizações, que legitimam o mandato da senadora, os institutos de pesquisa deveriam ter o mínimo de respeito e explicar decentemente por que ela foi preterida de todos os cenários eleitorais. 
 
As pesquisas, na ocasião das publicações nos dois maiores jornais do Estado, no mínimo, foram incoerentes. A deputada federal Rose de Freitas (PMDB), por exemplo, que também se declarou interessada na vaga ao Senado — diga-se, em tom muito menos eloquente ao da senadora —, aparece em um dos cenários do Futura. 
 
A exclusão do nome de Ana Rita nas pesquisas já dava margem para se concluir que houve segundas intenções em não incluí-la no levantamento. A tese sai do campo do persecutório e se torna mais plausível quando os institutos dão resposta esfarrapadas ou simplesmente se calam diante dos questionamentos da senadora. 
 
É um mau presságio. Só resta ao leitor/eleitor se preparar para interpretar os dados das pesquisas desses dois institutos com os dois pés atrás. 

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