Vale retornar ao tema da presença dos LGBTs na economia em geral. Estão cada vez mais assumidos, portanto cada vez mais atuantes. O chamado dinheiro rosa (pink money) vem sendo percebido e destacado em diversas áreas do consumo como: turismo, educação, lazer, moda, tecnologia, gastronomia, etc.
No caso do turismo, dados apontam que os LGBTs gastam em média 57% mais que os heteros em suas viagens, um dado relevante quando se sabe ser o turismo, e atividades a ele relacionada, movimenta sozinho a economia de algumas cidades.
Sofisticados e gastadores, os gays se tornam uma estratégia para marcas de destaque internacional. O mercado brasileiro, ainda tímido, começa a buscar no seguimento a solução para a crise. Planos de saúde passam a oferecer pacotes familiares para casais homossexuais, linhas de crédito abertas especialmente para atender a demanda desse grupo. Em fim, um novo mundo de consumo se abre.
Politicamente ainda fracos, os LGBTs se impõem cada vez mais fortes na economia, ocupando postos elevados e ganhando destaque como mão de obra especializada, gerando assim um independência que leva a quebra do estigma e do preconceito. Num mundo capitalista o poder aquisitivo promove o respeito.
Com a movimentação anual de três Trilhões de dólares ao redor do mundo, resultado de um modo de vida diferenciado, estão se impondo como público alvo respondendo favoráveis a quem os apoia e boicotando segmentos comerciais homofóbicos.
Aqui no Brasil, segundo a ABRAT – GLS – órgão voltado exclusivamente para o turismo rosa, esse público é de mais de 20 milhões de pessoas com renda acima de R$ 4 mil mensais, e sem filhos, o que garante uma família de classe média de padrão elevado, e voltados para o consumo.
Esse posicionamento estratégico, somado a um nível cultural acima da média, realça a classe, provocando uma visibilidade cada vez mais forte e evidentemente mais ciente e cobradora de seus direitos. Passos importantes para se aproximar do governo, questionando a política e os fundamentalistas que já olham assustados e interessados para essa situação.
Certo é que mesmo crescente, esse grupo ainda é um percentual pequeno, e falta muito o que comemorar. É preciso construir uma forte corrente fraterna para que unidos os LGBTs possam se fortalecer ainda mais.
Esse caminho é difícil mais eficaz, lembre-se de em qualquer oportunidade dê voz a um gay, sempre que puder contrate um profissional liberal diverso sexualmente, apoie iniciativas propostas por homossexuais, não perca a oportunidade de destaca-lo, de ajudar no seu progresso financeiro e cultural.
Essas pequenas iniciativas transformam o todo e fortalecem o movimento, alguém fora do armário é mais um aliado na guerra contra o estigma e o preconceito, é mais um fora das ruas e fortalecido socialmente, promovendo o exemplo e o debate.
Luiz Felipe Rocha da Palma (Phil Palma) é publicitário. Nas “horas vagas” (às quartas) comanda o programa “Praia do Phil”, pela Rádio Universitária FM, onde defende os LGBTs e denuncia a homofobia. Fale com o autor: [email protected]