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Constituinte neles!

Muitos trabalhadores atualmente questionam os candidatos a cargos eletivos dizendo simplesmente que são “todos bandidos”, “um bando de vagabundos”, sem ao menos conhecer a função desses políticos. No entanto, o valor do político para a sociedade é de fundamental importância, já que é ele que vai definir as mudanças, leis e quaisquer outros mecanismos que afetam a vida dos cidadãos. 
 
A representação sindical é de extrema para orientar os trabalhadores e dar treinamentos a eles sobre quem são os candidatos, quais são os projetos de cada um, qual o partido que tem projeto e quais benefícios trariam para a sociedade. Além de sindicatos, igrejas, associações de moradores, e cooperativas têm esta mesma função. 
 
No fim do governo tucano de Fernando Henrique Cardoso, o ex-presidente enviou para o Senado a Emenda Constitucional 3, que foi aprovada. A matéria permitia ao trabalhador individual se registrar como pessoa jurídica (PJ), sem carteira assinada. A primeira atitude de Luiz Inácio Lula da Silva foi vetar a proposta, que representa a escravidão de qualidade. 
 
Nessas eleições há centrais sindicais apoiando uma vasta gama de candidatos. Se a central, que é a entidade qualificada para analisar os projetos dos candidatos não o faz, deve partir dos trabalhadores questionar as propostas. O que esperar de um candidato como Aécio Neves (PSDB), se no fim do mandato um correligionário dele enviou para o Congresso Nacional uma proposta que cria a escravidão qualificada? A proposta é do partido, portanto, a regra se mantém. 
 
Caso o candidato tucano vença as eleições, não teríamos um Congresso que pudesse contrapor a ideia do presidente, já que ele é formado por uma maioria de patrões. Atualmente, para efeito de comparação, temos 273 representantes do empresariado, contra apenas 91 representantes dos trabalhadores. 
 
É hora de o trabalhador acordar e não confiar tanto nos seus dirigentes sindicais. Quando o patrão manda os gerentes convencerem os empregados a votarem em determinado candidato, ele está atendendo a seus próprios interesses. E não é só isso, quando o candidato vai à porta do ser local de trabalho, ou de sua casa, comprar o seu voto, ele também não está interessado em resolver qualquer problema social, o interesse é do próprio candidato. Só a sociedade moraliza a classe política, e é preciso moralizar porque eles têm o poder nas mãos.  

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