sábado, agosto 30, 2025
19.9 C
Vitória
sábado, agosto 30, 2025
sábado, agosto 30, 2025

Leia Também:

Contradições da lei II

Uma das situações mais confusas no pós-eleição do Estado é a cassação do atual mandato do prefeito reeleito de Itapemirim, Luciano Paiva (Pros), a um mês do fim da gestão. A princípio, ele voltaria ao cargo em janeiro de 2017, mas a coisa se transformou em uma bola de neve, que pode comprometer até sua reeleição.

Para deixar a coisa mais sui generis, o entendimento da justiça capixaba é de que o segundo colocado assuma, no caso a suplente de deputada federal Norma Ayub (DEM), embora a minirreforma eleitoral tenha acabado com essa regra, independentemente da votação dos candidatos.

A situação já vem causando um mal estar muito grande na cidade, afinal Luciano Paiva foi eleito com 15.941 votos contra 6.874 de Norma Ayub. A demora na decisão sobre Luciano Paiva permitiu que ele disputasse a eleição. Mesmo tendo sido afastado várias vezes durante a gestão por denúncias de improbidade administrativa, a ficha de Luciano Paiva estava limpa – sem condenação colegiada – até o julgamento de seu registro de candidatura.

Disputou e foi escolhido pela maioria do eleitorado. Neste caso, a decisão pode aforntar agora a escolha da população, o que não agradou os moradores, que já realizaram manifestações na cidade em protesto pela iminente “virada de mesa”. E o efeito dessa decisão tem outros reflexos. Se empossada como prefeita, Norma deixa a vaga na Câmara dos Deputados para o ex-prefeito de Vitória, Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), que desistiu da disputa na Capital.

Mas voltando a questão do voto, essas movimentações de “tapetão” acabam desestimulando ainda mais o eleitor a participar das eleições. O discurso usado pelos eleitores da presidente cassada Dilma Rousseff (PT), de que não adianta votar, pois a escolha do eleitor não é respeitada, começa a ganhar outros contornos, quando essas decisões se estabelecem em disputas mais próximas do eleitorado, como nos municípios.

Essas situações complicadas podem acabar afastando ainda mais o eleitor do processo eleitoral, desestimular o voto e criar desconfiança da classe política e da população. Isso em um ambiente muito propício a esse afastamento do eleitor, que interessa muito a tão criticada velha política.

Fragmentos:

1 – Do deputado federal Givaldo Vieira sobre a PEC 55, que limita os gastos públicos, afetando a educação e a saúde: “Não bastasse a tragédia que o povo brasileiro se consterna no dia de hoje, parece que a imensa maioria dos senadores quer que sofrimento se estenda no Brasil”.

2 – Reapareceu no Expediente da Assembleia o projeto do deputado Enivaldo dos Anjos (PSD) que revoga uma das primeiras leis aprovadas pelo governador Paulo Hartung (PMDB) em seu terceiro mandato, a que retira o sal da mesa dos bares e restaurantes do Estado. Não desista, deputado!

3 – Os moradores de Jardim da Penha querem reunião com o Comando da Polícia Militar para denunciar o aumento da violência no bairro e cobrar soluções urgentes. A decisão foi tomada em reunião da Associação de Moradores nessa segunda-feira (28).

Mais Lidas