Uma das categorias mais fortes do movimento sindical é sem dúvida a dos petroleiros. De grandes movimentos grevistas à defesa da Petrobras como uma empresa pública, essa categoria tem marcado ao longo de sua história seu espaço como um movimento de posição. Por isso mesmo, precisa voltar a agir.
Diante da campanha difamatória que expõe na mídia uma relação preço do petróleo na bolsa com o aumento da gasolina, o sindicato precisa vir a público para explicar que a coisa não é bem assim. Uma coisa é a produção do petróleo, outra coisa é o processo de beneficiamento da gasolina. O que acontece é o impacto do fim do subsídio do combustível no País e a especulação da classe empresarial.
Os postos de combustível atuam como cartel e não é de hoje. Todo mundo sabe disso. São eles que estocam e escondem o combustível esperando o reajuste. São eles que pressionam o preço e tabelam tudo para vender mais caro. O problema estaria na ponta e não lá na produção.
Desde meados da década de 1990 há uma forte campanha pela privatização da Petrobras e, não se enganem, muito do que se ouve falar sobre as corrupções na empresa tem ligação com esse objetivo. Não que todo mundo que está sendo denunciado seja santo, mas é preciso separar o joio do trigo e saber que há muitos interesses, inclusive políticos, por trás dessas denúncias.
Por isso mesmo é que o Sindicato dos Petroleiros deve reunir a categoria e sair em defesa da empresa. Não só porque disso depende a manutenção dos postos de trabalho, mas também porque disso depende a soberania nacional. É preciso se manter atento e trabalhar contra uma propaganda que tem objetivo certo.
Para a rua, petroleiros!

