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Controle

Depois de uma intensa movimentação da cúpula do PT nacional em relação às articulações para as disputas nos Estados, com uma influência muito forte nas movimentações no Espírito Santo, as últimas semanas têm sido de silêncio, o que tem deixado em suspensão as ações no Estado, pelo menos as que acontecem na frente dos holofotes.
 
Mas essa tensão criada pelo silêncio petista provoca leituras. A impressão que se tem é que nem o governador Renato Casagrande, nem o ex-governador Paulo Hartung têm o controle dos projetos eleitorais do próximo ano. 
 
Se nos dois mandatos de Hartung se dizia que nem uma folha caía sem sua permissão, no de Renato Casagrande a classe política esperava que ele tomasse conta das movimentações, estabelecendo-se como grande líder, sobretudo, após as eleições municipais do ano passado. Os dois parecem em compasso de espera. 
 
O que se tem até agora é uma aliança alinhavada entre PT e PMDB, com Paulo Hartung e o ex-prefeito João Coser (PT) encabeçando o palanque de Dilma Rousseff, com as candidaturas de governador e senador. Do outro lado, o governador Renato Casagrande costura sua candidatura à reeleição captando apoio das bases dos partidos e com o apoio declarado do PPS do prefeito Luciano Rezende, que declarou apoio ao presidenciável socialista Eduardo Campos. 
 
O governador, porém, evita assumir a candidatura do partido sonhando com uma aliança que repita a unanimidade de 2010. Haveria um desejo na classe política capixaba para que isso aconteça, o que garantiria a candidatura de Hartung ao Senado, porque tê-lo como governador novamente é uma coisa que a classe política não quer. 
 
A possibilidade de retorno a um tempo de controle absoluto sobre as instituições e os partidos aterroriza as lideranças. No Senado, ele fica acomodado e a classe política também.  Mas diante da falta de consistência do que vem de fora para dentro abre espaço para que as conversas tomem rumos inesperados e totalmente fora de controle. A tendência é que o período de festas diminua a intensidade das movimentações para que sejam retomadas no próximo ano com mais força e direção. 
 
Fragmentos:
 
1 – Com a proximidade do recesso parlamentar, a Assembleia entra em ritmo especial. Tudo que entrar na Casa será aprovado em ritmo de urgência, mas já não é assim o ano todo? 
 
2 – A decorações natalinas das prefeituras ou a falta delas estão dando o que falar. Em tempos de crise, quem gasta muito é criticado e quem não gasta, também.
 
3 – O governador Renato Casagrande, preocupado em se manter neutralidade, foi à posse do ex-prefeito João Coser, que assumiu a presidência estadual do PT, dizendo que aquele não era um ato político. Então o que seria?

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