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Crise de liderança

Em entrevista ao jornal O Globo desse sábado (3), o cientista político francês Bertrand Badie, que veio ao Brasil para lançar um curso de estudos globais e falar na UERJ sobre desigualdade e crise de liderança, define a crise como uma doença que contaminou também o Brasil. A coluna acredita que a pertinência das afirmações do professor também pode ser observada nas movimentações políticas do Espírito Santo. 
 
O que se vê neste momento político é a falta de credibilidade das lideranças que se perpetuaram no poder. Uma verdadeira ojeriza pelos velhos nomes do mercado político capixaba se espalhou pela população, assim como acontece em nível nacional e mundial. 
 
Quem vai à rua é ma massa heterogênea que tanto não quer perder o que conquistou, como quer retroceder para um tempo em que seus pais e avós achavam ser melhor (por não terem informação sobre o que se passava nos bastidores). 
 
Neste sentido ganham espaços nos corações dos eleitores os chamados não-políticos. Figuras populares, com soluções mágicas, carisma, ou com um discurso raso, que acerta em cheio quem precisa de algum alento. Para quem mora em um Estado em que os índices de violência são recordes, esses discursos ganham ainda mais força. 
 
Segundo Badie, “o mundo hoje é feito de sofrimento antes de ser feito de poder. A cada três horas, 2,8 mil pessoas morrem de forme: igual a um ataque do WTC. Antes o poder governava o mundo, hoje, é o sofrimento. Quem sofre está consciente e raivoso. Essa raiva provoca os conflitos, que antes era confrontos de poderes constituídos”. 
 
Mas não é apenas o discurso da violência que ganha espaço. Pois na falta de tudo, qualquer discurso se encaixa. Mas não é apenas de forma negativa que esse cenário é impactado. Há também entre as novidades nomes que podem atender de forma positiva aos anseios. Nomes que não se apegam ao “manda quem pode” e apontam o dedo para os problemas, independentemente do palanque em que foram eleitos. 
 
Essa dinâmica tira das mãos dos agentes políticos as ferramentas de governança, colocando o debate na rua, mas não de uma forma organizada e sim pela rejeição total. Um risco para quem ainda insiste em uma política antiquada. 
 
 
Fragmentos: 
 
1 – Pelo Facebook, o deputado estadual Sérgio Majeski criticou a postura do secretário de Educação, Haroldo Correa Rocha, de que com mais alunos em uma sala de aula o aprendizado é maior. “Definitivamente, passa o atestado de que nada entende de educação”, diz o deputado na publicação.
 
2 – Amaro Neto (PPS) se enrolou ao tentar explicar sua relação com a Rede. Primeiro disse que o partido não atendia seus interesses de crescimento e depois diz que não foi para o partido por causa de ingerência do prefeito de Vitória Luciano Rezende. 

 

3 – Dentro do PSDB já tem filiado falando em prévias e convenção partidária para a escolha do candidato tucano na disputa de Vitória em 2016. 

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