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Crise na série B

Com as principais lideranças políticas do Estado envolvidos com a Lava Jato, caso do governador Paulo Hartung (PMDB), do ex-governador Renato Casagrande (PSB) e do senador Ricardo Ferraço (PSDB), o caminho, em tese, deveria estar livre para a ascensão de lideranças políticas da série B. Mas não é bem assim que as coisas estão se configurando para 2018.
 
A citação dos prefeitos e ex-prefeitos da Grande Vitória na lista de doação, ainda que em valores pequenos – se comparados a Hartung, Casagrande e Ferraço –, ainda que possam ser excluídos dos processos, traz dúvidas se eles vão querer se expor em 2018.
 
O prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), vinha ampliando sua imagem para 2018, encampando uma briga hercúlea contra a Cesan e, consequentemente, contra o governador Paulo Hartung, mas parece ter sido abatido em pleno voo, com a citação também de seu nome pelo delator da Odebrecht, Sérgio Neves.
 
Desde então, mergulhou em águas profundas para evitar mais desgastes à imagem. Há quem duvide que ele consiga emergir para a disputa estadual do ano que vem. O prefeito de Vitória seria o nome mais forte desse nomes do segundo pelotão, mas pelo jeito, hoje não há como apostar em uma possível movimentação dele fora da prefeitura.
 
Já o prefeito da Serra, Audifax Barcelos (REDE) que venceu uma doença séria e junto com ela seu principal adversário na eleição do ano passado, parecia ser a aposta da Rede no Espírito Santo. Embora se duvidasse da capilaridade dele para a disputa, criar esse balão de ensaio, seria muito bom para quem tem um partido pequeno e precisa aumentar sua musculatura.
 
Mas ele também aparece na planilha da Odebrecht e como se sabe, na Serra, as disputas se dão em um patamar bem diferente do restante do mundo. O jogo político é pesado e a indústria de fofocas é o ponto alto da política serrana. O apelido, “Italiano”, que identifica o prefeito Audifax na lista da Odebrecht,  já é o suficiente para a turma do outro lado fazer a festa, ou melhor, estragar a festa do prefeito.
 
Outro nome que apareceu na planilha foi o do prefeito Max Filho (PSDB). Ele não vem esboçando movimentos rumo ao Palácio Anchieta em 2018, mas ele ainda tem condições de ser um bom indutor de votos na eleição do ano que vem, assim como seus vizinhos. Suas pretensões modestas de cumprir o mandato até o fim, o protegem do desgaste.
 
O prefeito Gilson Daniel (PV), de Viana, é uma figura polêmica e embora tenha uma boa base em Viana, acredita ter mais influência política no Estado do que realmente tem. Mas é um nome que, se sobreviver politicamente, pode ter um futuro a ser observado, mas esse futuro ainda é distante.
 
Quem vem construindo aos poucos seu caminho sem grandes pretensões é Geraldo Luzia, o Juninho (PPS), prefeito de Cariacica, que parece estar disposto a aprender com os erros da primeira gestão e tem evitado entrar em zona de conflito, administrando seu capital político no município e mantendo distância segura de problemas. Também pode ser um nome em crescimento se não cometer algum deslize no caminho.

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