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Crise? Qual crise?

Greves no funcionalismo do Estado e de várias prefeituras. Falta de entendimento entre as lideranças do poderes. A situação política no Estado não está nada boa. Enquanto aliados e opinião pública acompanham a novela em Brasília, não se percebe a confusão no Estado. Mas até quando vai se fingir que está tudo bem?
 
O governador Paulo Hartung (PMDB) não tem mais aquele poder de controle do arranjo político do Estado. Vem sorrindo nas redes sociais, mas tenta apaziguar situações que atentem contra a sua paz no governo e se afasta de confusões onde poderia atuar como mediador. Não quer se queimar. A mesma postura deve adotar na eleição do próximo ano. 
 
Hartung tem colocado as peças no tabuleiro, sobretudo em Vitória, onde tem sanha de derrotar  o prefeito Luciano Rezende (PPS), mas daí a subir no palanque de um aliado é outra história. Vem tentando derrubar os aliados nos bastidores, justamente por entender que o cenário político de 2018 pode ser muito adverso para arriscar assinar embaixo de uma candidatura, diante da falta de paciência do eleitor. 
 
A sua entrada na disputa de Vila Velha, em 2012, apoiando Rodney Miranda (DEM), já foi uma experiência traumática. “O candidato do Hartung” está às voltas com uma gestão mal avaliada e com a insatisfação do eleitorado. Além de ver crescer o desejo da população de ver um de seus antigos desafetos, Max Filho (PSDB), no governo novamente.
 
A disputa eleitoral do próximo ano pode dar o tom a Hartung do que o espera em 2018. Se seus aliados se elegerem, terão a missão de não ir mal pelo menos nos dois primeiros anos, para não complicar a situação de Hartung em 2018. 
 
Embora Renato Casagrande (PSB) esteja isolado hoje, sua desvantagem depende do desempenho político de Hartung. Se Hartung for mal, quem se fortalece é o adversário imediato. Lembrando que o fato de alguém ter uma atitude de enfrentar Hartung, como fez Casagrande, abre brechas. 

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