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Dá tempo?

Os prefeitos da Grande Vitória, todos eleitos com o discurso da mudança – exceto a Serra, que vive há duas décadas em um “Fla x Flu” entre Audifax Barcelos (Rede) e Sérgio Vidigal (PDT) –, têm um grande desafio nesse período que antecede o ano eleitoral. Todos querem aprovar seus orçamentos nas câmaras com uma gorda rubrica para a área da publicidade. 
 
Não é por acaso que a comunicação ganhará destaque neste fim de ano e primeiro semestre de 2016. Todos os prefeitos estão em baixa com a população. Neste sentido, a ideia é trabalhar a imagem dos gestores, mostrando o que foi feito durante o mandato, tentando limpar a barra dos prefeitos. 
 
Mas não é tão simples conquistar o eleitor. Em Vila Velha, as belas peças publicitárias não conseguiram ainda tirar o rótulo de Rodney Miranda (DEM) de mau gestor. A fatídica viagem aos Estados Unidos durante a enchente no município no final de 2013 ecoa até hoje entre a população e para piorar, a instalação das bombas no rio Jucu, que seria uma resposta do prefeito para o enfrentamento das enchentes ainda não puderam ser testados, simplesmente porque não choveu forte no município desde a entrega das obras. 
 
Em Vitória, a impressão dos meios políticos é de que o prefeito Luciano Rezende (PPS) vem governando para a faixa que vai de Bento Ferreira ao final de Camburi. Precisa provar para o restante da cidade que fez a diferença. Mas até agora não há uma marca que identifique a gestão de Luciano Rezende. Talvez, os R$ 11,5 milhões de publicidade consigam mostrar alguma coisa. Mas está difícil convencer a cidade. 
 
Já o prefeito de Cariacica, Geraldo Luzia, o Juninho (PPS), vem sofrendo um bombardeio de seus adversários políticos deste o disfarce de cidadão comum para fiscalizar a qualidade do serviço prestado no Pronto Atendimento (PA) de Itacibá. Juninho conseguiu organizar a prefeitura, mas os dois primeiros anos da gestão complicam o conjunto. 
 
Na Serra, Audifax Barcelos (Rede) não repetiu a gestão anterior. Continua chorando a crise, mas começa a abrir o cofre para ações de publicidade e deve começar a entregar obras para mostrar serviço. 
 
Evidentemente, nenhum deles é carta fora do baralho,  embora estejam em baixa. Eles têm a máquina na mão e isso sempre faz a diferença. Contam ainda com a insegurança de seus principais adversários, que temem entrar nas disputas municipais, pondo em risco seus capitais políticos. O desafio é fazer promessas e assumir prefeituras endividadas.
 
Mas o que realmente intriga é se as ações dos gestores, abrindo o cofre e correndo atrás da recuperação de suas imagens, vão trazer resultado até o início do processo eleitoral. Depois de passarem três anos reclamando dos cofres vazios, como vão os gestores explicar de onde está vindo os recursos, que surgiram milagrosamente no último ano de gestão. Será que cola? 
 
Fragmentos: 
 
1 – O secretário de Habitação do Estado, João Coser, membro do PT estadual há mais de 35 anos, divulgou nota de “Repúdio” sobre a prisão do senador Delcídio Amaral (MS). Ele fez coro às palavras do presidente nacional do partido Ruy Falcão, que também condenou a postura do senador. 

2 – “É preciso rigor e coerência. Diante disso, defendo o afastamento imediato do parlamentar dos quadros do Partido e a abertura de processo disciplinar com vistas a sua expulsão”, disse o ex-prefeito de Vitória na nota.

 
3 – Até agora, o senador Ricardo Ferraço (PMDB) não explicou o que estava fazendo na foto ao lado dos senadores Delcídio Amaral e Romário, o prefeito do Rio, Eduardo Paes e seu apadrinhado político, Pedro Paulo. A conversa era sobre o apoio para a prefeitura do Rio em 2016. Mas, e onde Ricardo se encaixa nessa história? Vai apoiar eleição no estado vizinho?

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