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Dança das cadeiras

Chegando à reta final para as trocas de partido visando à eleição do próximo ano, o aval do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a criação do Solidariedade e do Pros (Partido Republicano da Ordem Social) é uma luz no fim do túnel para as lideranças que buscam uma melhor acomodação para a disputa proporcional do próximo ano. O peso das chapas compostas por partidos tradicionais e redução das vagas vai tornar a  eleição ainda mais acirrada.
 
 
Basta ver a instabilidade no PMDB sobre o assunto, o partido vem tentando costurar uma candidatura própria ao governo sem considerar a bancada de sete deputados na Assembleia Legislativa. Dependendo da composição que for fechada o desempenho dos deputados peemedebistas que buscam a reeleição pode ficar bastante prejudicado. 
 
O PT também tem uma chapa complicada. Tem cinco deputados precisa de uma composição leve para manter seu tamanho na Casa. Nesse ponto o governador Renato Casagrande sai na frente, já que o PSB tem dois deputados apenas e se torna atrativo para as outras siglas. No mercado político, PMDB e PT são as moças feias do baile. Ninguém quer chamá-las para dançar. 
 
O bloco formado por cinco partidos – PSL, PTdoB, PRB, PTC e PHS – parece ter percebido primeiro a fórmula para escapar das coligações pesadas. Uniu partidos estrelas de primeira grandeza para formar uma coligação de peso médio, boa votação, que pode abocanhar algumas cadeiras na Assembleia. Talvez não quatro, como projetam, mas algumas. 
 
Com o Solidariedade e o Pros abre-se uma brecha para que as lideranças busquem uma acomodação melhor para a disputa. O problema é saber como se posicionarão as demais peças do tabuleiro. Estar em um partido novo pode ser um risco, como mostrou o PSD em 2012, mas pode ser uma saída para escapar das chapas pesadas, mas é preciso saber também como irão se comportar esses novos partidos na hora das composições. 
 
 
Fragmentos:
 
1 – O PSDB parece ter mudado de estratégia para o próximo ano. Em vez de colocar quatro lideranças para disputa de federal, vai investir em conseguir duas cadeiras qualificadas na Assembleia Legislativa.
 
2 – No caso de Max Filho disputar a eleição de deputado estadual é uma medida mais do que acertada. Mas Luiz Paulo Vellozo Lucas não disputar a vaga de deputado federal, não sei não. 
 
3 – O deputado federal Cesar Colnago, que contou com a candidatura de Max Filho em 2010 para conseguir a cadeira, vai disputar sozinho para a reeleição à Câmara?

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