Dos deputados federais que passarão a compor a bancada capixaba a partir de 2015 mais da metade é cotada para as disputas eleitorais de 2016. São considerados favoritos nas disputas pela prefeitura de seus municípios. Na Assembleia, também haverá uma boa disputa, inclusive entre os deputados que tomam posse no ano que vem, em importantes redutos eleitorais.
Isso nos leva a crer que o perfil da Assembleia e da bancada deve mudar bastante a partir de 2017. Essa movimentação só colabora para o desgaste da classe política, sobretudo dos candidatos proporcionais, com a população.
Primeiro porque o sistema já não permite a escolha de forma tão democrática, devido as somas das coligações. O eleitor sempre corre o risco de votar em um e eleger outro. Além disso, não se sabe se o parlamentar eleito vai permanecer no mandato ou vai dar sua vaga para o suplente na metade do caminho.
Para deixar a situação ainda mais complicada, há ainda os votos dos candidatos indeferidos que, caso vençam a batalha judicial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), podem forçar a recontagem dos votos nas coligações.
Na eleição passada, a recontagem de votos mexeu em duas cadeiras na Assembleia. Solange Lube (PMDB) e Aparecida Denadai (PDT) entraram no lugar de Nilton Baiano e Vanildo Sarnaglia (PTdoB).
A eleição de 2012 mudou outras cinco cadeiras, com a eleição dos demistas Rodney Miranda, em Vila Velha, e Luciano Pereira, em Barra de São Francisco; de Luciano Rezende, em Vitória; Henrique Vargas (PRP), em São Gabriel da Palha e Marcelo Coelho (PDT), em Aracruz.
Na Câmara, a ida de Iriny Lopes (PT) para o ministério de Dilma deu lugar provisório a Camilo Colha (PMDB), que depois se tornou permanente com a eleição de Audfax Barcelos (PSB)na Prefeitura da Serra.
Logo, é possível dizer que as eleições deste ano têm um resultado provisório. Só vale até 2016.
Fragmentos:
1 – O prefeito de Linhares Nozinho Coreia (PDT) vem sendo conhecido como Mick Jagger capixaba. O vocalista da banda inglesa Rolling Stone ficou conhecido a partir da Copa da África, como pé frio. E Nozinho vai no mesmo caminho quando o assunto é eleição.
2 – Os candidatos que receberam seu apoio não tiveram muita sorte na eleição deste ano: Marina Silva (PSB), Renato Casagrande (PSB), Neucimar Fraga (PV), Zé Carlos Elias (PTB), Luiz Durão (PDT) foram alguns dos que não se elegeram.
3 – A pergunta que não quer calar é: será que até 2016, quando o prefeito deve disputar a reeleição em Linhares, sua sorte mudará? E ele vai precisar de muita sorte contra o deputado estadual eleito Guerino Zanon (PMDB).

