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De olho em Marina

A senadora Marina Silva (PSB) mal entrou na disputa pela Presidência da República e já aparece como principal obstáculo à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), pelo menos é o que dizem as pesquisas. O cuidado redobrado com ela no debate entre os candidatos, realizado na noite dessa terça-feira (26) pela TV Bandeirantes, também sugere como Marina Silva mexeu com o cenário eleitoral. 
 
No Espírito Santo, a mudança do cenário trouxe reflexões. O governador Renato Casagrande deve estar aliviado de não ter mantido a história da neutralidade. Hoje estaria no palanque de Dilma Rousseff, em queda. 
 
Já o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) percebeu que fez a escolha errada e já largou a mão de Aécio Neves (PSDB), vai deixá-lo descer correnteza abaixo sozinho. 
 
Mas o fato de Marina ter se tornado o “bicho-papão” da eleição nacional, e ela ter um bom desempenho no Espírito Santo, não garante nenhuma regalia ao palanque do governador Renato Casagrande. O socialista tinha identidade com Eduardo Campos, isso não se torna automático com a entrada de Marina Silva na disputa presidencial. 
 
Com a morte de Eduardo Campos a comoção do eleitor transformou Marina em uma receptora dos votos do pernambucano e acabou irradiando para os eleitores indecisos, além de puxar os votos dos demais adversários. Isso tudo somado ao potencial que a ex-senadora já tinha, a levaram a um patamar diferente na eleição. 
 
Mas isso é uma coisa muito pessoal. Casagrande, que era amigo de Campos, não tem a mesma condição de captar votos oriundos da comoção. Não é o estilo dele. E o fato de Marina estar no palanque de Casagrande também não transfere automaticamente votos para ele. Ou seja, no cenário eleitoral do Estado, nada muda. 
 
Fragmentos:
 
1 – Ao falar de precatórios, os candidatos que compareceram ao debate no Sindipúblicos fizeram questão de deixar bem claro que o Precatório da Trimestralidade é outra coisa. Isso tem de ser conversado com calma.
 
2 – A disputa no interior do Estado parece estar mais quente do que na Grande Vitória. O que tem de candidato gastando sola de sapato não está no gibi. Pelo jeito a estratégia é finalizar a campanha em Vitória. 
 
3 – De amanhã a 2 de setembro os comitês eleitorais devem apresentar a segunda parcial de prestação de contas de campanha das Eleições 2014. Depois disso, os recursos podem começar a pingar.

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