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De volta ao jogo

Nesta segunda-feira (21), o Valor Econômico, um dos jornais mais influentes no mercado econômico do País, traz mais uma reportagem com o governador Paulo Hartung (PMDB). Na sexta-feira (18), ele já tinha sido destaque na coluna do editor de político do jornal, César Felício. Na edição deste fim de semana foi publicada uma entrevista com o governador, que enfatizou a urgência das reformas no Congresso. 
 
A entrevista é uma nova investida de Hartung na vitrine nacional. Ele se define como um social-democrata em questões sociais e um liberal do ponto de vista econômico. O governador aborda assuntos que fazem parte da pauta nacional e fala de uma forma agradável ao ouvido do mercado, retomando assim o projeto de projeção de sua imagem para além da política do Espírito Santo. Coloca-se assim, como um nome sem entraves para qualquer projeto político. 
 
A impressão é que superado o enrosco com o arquivamento da investigação contra Hartung da Lava Jato pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), o governador fica à vontade para recuperar seu espaço em nível nacional. 
 
De quebra, ele aproveita a entrevista para decretar seu patamar, Afinal, para que a imprensa esqueça o “Baianinho” é preciso que haja um novo alvo, e neste sentido, Renato Casagrande (PSB) que se cuide. O discurso de que pegou o Estado quebrado pelo socialista e que por isso não pode ainda pagar a recomposição salarial aos servidores cai como um bomba no colo do antecessor.
 
Isso também serve de trampolim para que ele reconstrua sua imagem de gestor-modelo para os Estados e até mesmo para o governo federal. Hartung projeta sua imagem e precisa de um exemplo, e o exemplo está dado, vai querer a cabeça de Renato Casagrande exibida em praça pública, para colocar a classe política sob sua bota novamente, ainda que ela não tenha mais a capacidade esmagadora de antes.
 
Hartung fez uma grande movimentação fora do Estado que reverbera na classe política capixaba. Ele pode não ter mais o mesmo tamanho que antes, nem o mesmo controle, mas projeta sua imagem e tenta viver dessa sobra projetada, o que para o mercado político do Estado pode ser suficiente. 
 
Fragmentos
 
1 – As disputas pelas associações de moradores têm sido um grande exercício para os dois grupos que dominam a política no município. Na disputa de Planalto Serrano, neste fim de semana, o grupo de prefeito ganhou a disputa contra chapa apoiada pelo grupo de Sérgio Vidigal (PDT).
 
2 – Os vereadores Luiz Carlos Moreira (PMDB) e Miguel da Policlínica (PTC) são os nomes mais cotados para assumir a liderança do governo na Câmara da Serra, com vantagem para o peemedebista, que já assumiu o cargo na gestão passada.
 
3 – O prefeito Audifax Barcelos (Rede) está sem líder da na Casa, desde a ascensão de Guto Lorenzoni (PP) para a Secretaria de Serviços do município em julho. Mas o clima no Legislativo municipal, com disputas pela presidência, não era o ideal até aqui para uma movimentação do Executivo.

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