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Defesa frágil

Que a Assembleia está diferente não há dúvidas. Os deputados estaduais, por meio das disputas internas, mostraram que o plenário não é formado por um grupo de carneirinhos como antes. Os debates têm sido acalorados e muita gente tem colocado a boca no trombone.
 
Diante do clima tenso, as articulações que antes ficavam recalcadas aos bastidores da Casa, têm chegado aos microfones. Parte dos deputados tem mostrado muita personalidade, o que acaba aguçando os que evitavam debates mais quentes.
 
Neste contexto fica evidente a fragilidade da bancada governista. Evidentemente é difícil encontrar na Assembleia um grupo político que esteja disposto a ir para o confronto com o governo do Estado, mas há um punhado de parlamentares dispostos a manter a independência e não baixar a cabeça deixando o rolo compressor do Palácio Anchieta passar por cima.
 
Também é preciso destacar que neste cenário, o presidente da Casa, Theodorico Ferraço (DEM), que conseguiu a reeleição com o apoio de 20 deputados, o que depois se transformou em quase unanimidade, não tem mais essa mão de ferro no plenário. 
 
Se antes o deputado funcionava como bombeiro, apagando os princípios de incêndios no plenário, hoje vê labaredas altas e não consegue apaziguar os ânimos. Exemplo disso foi o impasse entre Sandro Locutor (PPS) e Hudson Leal (PRP) – na disputa pela Corergedoria da Casa – , que foi discutido em seu gabinete e de lá não saiu qualquer acordo. 
 
Os debates dos últimos dias sobre a composição da CPI do Pó Preto e a eleição da Corregedoria, além do corte de recursos na área da Segurança, mostraram que a heterogeneidade do plenário não permite um discurso de adesão total ao governo, que aparece nos bastidores como principal interessado nas articulações. 
 
Aí vem o pelotão de defesa do governo, que gagueja na hora do discurso e não consegue dar justificativas plausíveis para determinadas movimentações. Fica a impressão nos meios políticos que em se tratando de plenário, o governador pode ter quantidade, mas não tem qualidade em sua defesa. 
 
Fragmentos:
 
1 – A deputada Luzia Toledo pediu um minuto de silêncio na sessão desta quarta-feira (25) pela morte do ex-presidente do Sindicato do Comércio Exportação e Importação do Espírito Santo, Severiano Imperial.
 
2 – Nesse domingo (22), o PSB da Serra se reuniu em Praia Grande, Fundão. O partido busca um presidente municipal para a sigla e a tendência é de que o deputado estadual Bruno Lamas fique com o comando do ninho da pomba.
 
3 – O petista Sebastião Sabino tomou posse na segunda-feira (23) na Câmara da Serra, na vaga aberta com a ida de Bruno Lamas (PSB) para a Assembleia Legislativa. Sabino deixa a Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania (Sedir) do município, pasta que comandou nos últimos dois anos.

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