Domingo, 26 Junho 2022

Democracia e participação cidadã

Estamos a 16 semanas de um dos grandes eventos da democracia brasileira no ano de 2022, a escolha de nossos representantes para os poderes Legislativo e Executivo regional e nacional.

Nossa responsabilidade cidadã nos alerta que é preciso escolher lideranças que verdadeiramente represente nossos interesses e necessidades enquanto povo, categoria e grupo de indivíduos que precisam construir um mundo melhor para nós e os nossos, sabedores que somos que um outro mundo é possível e que será construído pelas nossas ações ou omissões no presente.

Nossa sociedade está em permanente disputa de interesses do ponto de vista econômico, social e de respeito e valorização do ser humano, e são nossas escolhas democráticas que determinam se nossos representantes escolhidos vão trabalhar no sentido de atender nossas demandas reprimidas ao longo da história ou se vão conservar a situação atual de desigualdades e injustiças sociais.

A sociedade dispõe de algumas ferramentas que podem ser utilizadas para orientar nossas escolhas segundo a configuração do tabuleiro de xadrez que os interesses em disputa nos oferecem, que são as informações veiculadas pelas diversas instituições nos meios de comunicação, que devemos filtrar as verdades de acordo com os interesses de quem patrocina essas informações e observar a quem interessa. Outra ferramenta, as pesquisas de opinião também sofrem do mesmo mal e podem ser utilizadas como forma de induzir o voto.

Quanto às informações, que nos chegam pelos diversos meios de comunicação, é preciso verificar se são falsas ou verdadeiras, procurando pela fonte e autoria, checar sempre a veracidade dos fatos, as datas do ocorrido e desconfiar de imagens e informações sensacionalistas, pois por trás de cada versão dos fatos, há sempre um interesse em disputa. Cheque sempre se é a favor ou contra os seus e dos seus iguais.

Já em relação às pesquisas eleitorais, é necessário ter clareza de que são indagações feitas a determinados grupos, presencialmente, por telefone ou de forma virtual, sobre a opção daquele indivíduo em relação aos candidatos que concorrem, segundo as informações do pesquisador, portanto, é um retrato do momento, mostrando uma pose que pode ser alterada no momento seguinte, segundo o desejo do cidadão. É uma ferramenta importante que sinaliza tendências na intenção de voto do cidadão, porém, não deve ser tratada como fato consumado, pois o voto só será confirmado no momento da eleição na urna e, até lá, todo cidadão sujeito de suas ações pode alterar suas escolhas. Além disso, toda pesquisa tem uma margem de erro variável, o que pode definir um resultado na escolha.

Esse período que antecede a escolha gera uma certa ansiedade e tensão que é crescente até o momento da escolha definitiva, precisamos ficar atentos às movimentações dos diversos atores no tabuleiro de xadrez e os diversos interesses em disputa que nos oferecem, pois a campanha eleitoral, oficialmente, ainda não começou. Mas as disputas dos interesses na nossa sociedade são históricas e atuais, portanto, vamos relembrar nossas avós, que nos ensinaram que nas questões de bem-estar, para nós e para os nossos, quem não escolhe a melhor parte ou é bobo ou não entende da arte.

Votar é um ato de cidadania, deve ser feito de forma consciente segundo seus direitos, interesses e necessidades, fazendo assim fica mais fácil escolher quem está do nosso lado e depois podemos cobrar do eleito que lute por aquilo que foi escolhido para realizar.

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