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Dependência total

O momento político do Espírito Santo tem a cara de transição, com uma raia empinada, o vice-governador César Colnago (PSDB), que habitualmente é confundido como um hartunguete. Mas, na verdade, ele é um aliado histórico de Hartung.
 
Hartunguete é quem pertence ao sistema PH, que por muito tempo aterrorizou a classe política, definindo ao bel prazer de Hartung o que ou quem era do bem ou do mal e quem seria eleito senador, deputado e prefeito. Quem operava este sistema era Neivaldo Bragato.
 
Como em política tudo tem o seu tempo, esse esquema de intimidação não traz mais benefícios a PH, muito pelo contrário, tem sido o responsável por sua perda do controle político no Estado. O ex-governador Renato Casagrande (PSB), inclusive, quando sai pelo Estado, posiciona-se como antagonista deste sistema do Paulo e tem crescido à custa dele.   
 
Apesar do R$ 1 bilhão de PH para gastar no processo eleitoral, isto não é garantia de que irá abater Casagrande. É uma situação de tal risco que não dá para ter telhado de vidro e PH tirou da arena política Neivaldo Bragato, que passou por situações desfavoráveis devido às denúncias da Odebrecht. Ele até voltou recentemente ao governo, mas em cargo de retaguarda.
 
César Colnago sempre manteve alianças com PH, operando politicamente com ele, mas não pertencia ao sistema PH. Revendo o passado, ele ocupou a presidência da Câmara de Vereadores, contribuindo com PH na Prefeitura de Vitória. Mais tarde, a Presidência da Assembleia Legislativa, contribuindo com PH no governo do Estado. Agora, na vice de PH, aparece como solução para evitar o crescimento de Casagrande na candidatura  ao governo.
 
Hartung precisa de Colnago, pois o cenário exige um grande articulador, característica esta que Bragato não possui e, portanto, não usada no sistema PH. Diferente de Colnago, que fortaleceu sua aliança com Hartung e, tudo indica, assumirá o governo em abril próximo. 
 
Os mecanismos de intervenção política de Colnago estão cada vez maiores. Na condição de governador, com seus oito meses de mandato, ele pode consolidar sua própria candidatura ao governo. É o “Pedra 90” de PH. Quer dizer, pode ser o maior dos recursos à disposição de Paulo. 
 
A tendência é Colnago crescer cada vez mais, pois PH não tem outra saída. Entretanto, ninguém assegura que Colnago terá êxito. Está tudo entregue nas mãos dele, que se locomove com este poder. Se a oposição não souber contê-lo, vai perder o bonde da história.  

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