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A menos de 20 dias para as eleições, o candidato do PT, deputado estadual Roberto Carlos, continua muito distante do índice que o partido sempre apresentou em campanhas eleitorais no Espírito Santo, que já foi de 25% do eleitorado e hoje, para os observadores, deve estar na faixa dos 16%. 
 
Mas dizer que a campanha está nesta situação porque o candidato Roberto Carlos é fraco seria injustiça. A forma como foi construída a candidatura do petista foi equivocada desde o início. Se há culpados pela posição do PT na disputa eleitoral, ela é coletiva. 
 
O partido tinha em sua maioria a intenção de continuar caminhando com o governador Renato Casagrande, que ofereceu até o início do ano um palanque “neutro”, se é que isso seria possível, para que o PT construísse o espaço para a presidente Dilma Rousseff ocupando um espaço no palanque do governador. 
 
Mas os projetos pessoais das principais lideranças do partido, sobretudo do ex-prefeito de Vitória João Coser, falaram mais alto. Para garantir ou aumentar suas chances de eleição ao Senado e continuar dentro do seleto grupo de aliados do ex-governador Paulo Hartung, Coser fez uma costura clandestina e abandonou seu candidato ao governo. 
 
À deriva, Roberto Carlos conta hoje com o apoio da juventude do PT, uma ala que vem sendo desidratada desde que o grupo do ex-prefeito tomou conta do partido e vem adotando uma política pragmática, que se afastou dos movimentos sociais. 
 
O que sobrou da militância do partido tenta encontrar formas de cumprir a meta nacional de fazer Dilma vencer a eleição no Espírito Santo. Roberto Carlos também tenta fazer seu papel de candidato da presidente no Estado. Mas evidentemente que o nome a puxar esse palanque, ainda que fosse como candidato ao Senado, era João Coser.
 
O PT vai mais uma vez para um pleito sem projeto político amplo, com um candidato colocado em cima da hora e sem condições de dar à sua base um motivo para se mobilizar em favor de uma campanha. Perdeu o PT, mas isso não tem nada a ver com Roberto Carlos, tem a ver com as escolhas que o partido vem fazendo há mais de uma década no Espírito Santo. 
 
Fragmentos:
 
1 – A fase da deputada federal Rose de Freitas (PMDB) não está boa, apesar de estar crescendo na disputa ao Senado. Até o pé ela torceu fazendo campanha em Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado.
 
2 – Se tem alguém democrático em Vila Velha é o “homem facão”, ele não faz discriminação de candidato, destrói placa de todo mundo.
 
3 – Aliás, tem placa de candidato ameaçando cair na cabeça do eleitor. Isso não é uma boa estratégia para conquistar votos. As equipes devem ter mais cuidado com o material de campanha. 

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