O deputado federal Paulo Foletto assumiu a presidência do PSB regional em um momento muito particular. Em nível nacional, o partido acerta os últimos detalhes para a fusão com o PPS. No Estado, esse processo parece ser um ponto pacífico. Mas os desafios do ninho da pomba são muito maiores do que acomodações internas.
Depois da derrota na disputa ao governo do Estado, o partido precisa se reinventar. Sua grande estrela continua sendo o ex-governador Renato Casagrande, mas precisa formar uma base. Isso deveria acontecer em 2016, com a eleição municipal. Mas o partido já sabe que vai sair da disputa bem menor do que em 2012, quando abocanhou 22 prefeituras do Estado.
Esse tamanho também é relativo. Mesmo com a quantidade boa, o município de peso mesmo, foi só a Serra. Lá, Casagrande venceu o governador Paulo Hartung (PMDB), mas boa parte dos prefeitos dos outros municípios socialistas não apoiou Casagrande de fato na disputa.
A ordem no PSB é colocar um candidato do partido para disputar onde houver um candidato de Hartung. Isso pode ser complicado, porque após a derrota na disputa estadual, houve um esvaziamento do partido. Podem faltar quadros. Além disso, há peculiaridades locais.
Em Colatina, terra de Foletto, o ex-secretário de Saúde Tadeu Marino estaria disposto a entrar na disputa, mas o presidente do partido já estaria participando do núcleo político que pode apoiar Marcelino Fraga ou o vereador Sérgio Meneguelli, ambos do PMDB.
Apesar do projeto do PSB estadual, ou melhor, do grupo de Renato Casagrande de criar uma musculatura para um provável embate com Hartung no futuro, 2016 vai ser um momento de articulações locais, o que pode deixar essa discussão estadual em segundo plano.
Fragmentos:
1 – O deputado estadual Bruno Lamas toma posse na presidência do PSB Serra no próximo dia 14, às 19 horas. A ideia seria discutir a permanência do prefeito Audifax Barcelos no partido, mas isso não deve acontecer.
2 – Com a saída de Vandinho Leite e na iminência de Audifax deixar o partido também, o próprio Bruno pode ser alçado a uma candidatura de prefeito. Não tem nada a perder e cumpre o compromisso partidário.
3 – Projeto de autoria do deputado federal Sérgio Vidigal (PDT) pretende tornar mais rígida a punição para quem passa trote. O projeto prevê três anos de prisão. A matéria já recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados e segue, agora, para apreciação em plenário.

