quinta-feira, abril 2, 2026
29.9 C
Vitória
quinta-feira, abril 2, 2026
quinta-feira, abril 2, 2026

Leia Também:

Descentralizando

Embora mais da metade do eleitorado do Espírito Santo esteja concentrado na Grande Vitória, a tendência em 2014 parece ser a da descentralização das campanhas eleitorais. O governador Renato Casagrande foi o primeiro a deixar transparecer essa tendência. 
 
Isso começou no final de 2012 e se intensificou no ano passado. Com a necessidade de imprimir uma marca própria ao seu governo, para anular o rótulo de mera “continuidade”, ele se voltou para os investimentos no interior, aproveitando a crise promovida pela perda de recursos federais e a chegada dos novos prefeitos em janeiro de 2013. 
 
Preparava um pacotão de fortalecimento para os prefeitos, quando o Estado foi arrasado pelas chuvas no final do ano passado, o que fez com que os planos mudassem e o foco no interior se intensificasse, devido ao estado de emergência em 54 dos 78 municípios capixabas. 
 
Mas o governador não é o único que tem seu foco no interior. Seu antecessor, Paulo Hartung (PMDB), também tem rodado o Estado com uma série de palestras sobre economia que acabam movimentando o cenário político, de uma forma ou de outra. Mostra que o ex-governador também seguirá a tendência, caso entre na eleição ou tente transferir o prestígio político que ainda lhe resta para um aliado. 
 
Essa descentralização não é privilégio dos nomes cotados para a majoritária, muito pelo contrário, com uma disputa para a Câmara dos Deputados promete ser bastante acirrada, os atuais deputados federais estão aproveitando o recesso para correr os municípios do interior, principalmente os que foram afetados pelas chuvas. Não vão esperar o início da campanha eleitoral no rádio e na televisão para a aparecer. 
 
Pelo jeito, as estradas que levam ao interior do Estado durante todo o ano de 2014 ficarão congestionadas de políticos em busca dos votos do interior. Será um processo difícil, há muitas incertezas sobre o cenário eleitoral, muitas crises políticas e administrativas a serem contornadas. Mas uma coisa, a classe política já entendeu, o interior pode definir o jogo eleitoral. 
 
Fragmentos:
 
1 – O governador Renato Casagrande vai tirar uns dias de férias em fevereiro deixando o vice, Givaldo Vieira (PT), à frente do Palácio Anchieta. A coluna espera que não haja qualquer tipo de conflito social no período.

 

2 – Givaldo Vieira nunca foi muito bom em lidar com adversidades e elas insistem em perseguir o petista. Foi em suas interinidades que aconteceram os conflitos de Barra do Riacho, em Aracruz e os enfrentamentos entre policiais e estudantes pelo aumento da passagem do Transcol. 

 

3 – Por outro lado, candidato a deputado federal na eleição de outubro próximo, a interinidade pode lhe garantir uma visibilidade importante para o processo eleitoral. 

Mais Lidas