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Desviando o foco

O governo Paulo Hartung entra em seu quinto mês em crise. As secretarias não conseguem dar as respostas à população e o governador segue sem grandes aparições. Para evitar as críticas, a fórmula já está colocada. Sob qualquer movimentação, o governo saca uma falta de recursos, “gerada pela irresponsabilidade do seu antecessor, Renato Casagrande”.

Se em seus mandatos anteriores o governador tinha o discurso do crime organizado, que inexplicavelmente gerava uma manchete com nova denúncia sobre o “passado sombrio do Espírito Santo”, desta vez a forma para desviar o foco das crises no Palácio Anchieta tem sido revisitar, de tempos em tempos, o tal rombo deixado por Casagrande. 

Mas, diferentemente do crime organizado, que não se  personalizava no discurso de Hartung, Casagrande reage e nega as afirmações dos emissários de Hartung. Isso causa um efeito porque não permite que o discurso do governador seja visto como soberano e seja tratado como disputa política. 

Essa discussão pode ainda se prolongar, mas está começando a ficar incômoda. Até porque Casagrande tem conseguido desconstruir as afirmações de seu sucessor. E as ações relativas ao início do governo Paulo Hartung não têm surtido o efeito esperado, muito pelo contrário, têm trazido desgastes políticos. 

O problema é que o primeiro semestre caminha para seu final e continuar sustentando esse discurso de ataque ao antecessor não é uma boa opção. Daqui a pouco as cobranças que hoje ainda são amenas, vão se intensificar e vai ficar difícil manter esse debate ainda agarrado à eleição de 2014. 

Hartung tenta fazer uma pose de indiferente ao debate, tira fotos com crianças e evita situações de conflito. Enquanto Casagrande se encarrega da própria defesa do legado. Resta saber qual dessas posições será mais convincente para os eleitores.

Fragmentos:

1 – Tem congestionamento de deputados na Assembleia o dia todo, além da sessão ordinária e das reuniões das comissões permanentes, a Casa tem cinco CPIs funcionando e seis Comissões Especiais, a sétima está em vias de ser criada. Trabalhando os deputados estão.

2 – O deputado Enivaldo dos Anjos (PSD) provocou a imprensa na reunião da CPI da Máfia dos Guinchos nessa segunda-feira (4), dizendo que “como recebo R$ 60 mil, segundo a imprensa”, mandei fazer uns panfletos do meu bolso. 

3 – Está cada vez mais difícil a situação do secretário de Cultura João Gualberto no diálogo com o setor da Cultura. 

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