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Desvio de foco

A situação de impasse que se instalou na Assembleia Legislativa entre a Mesa Diretora e os ocupantes da Casa é resultado da manobra articulada pelo governo do Estado e o grupo de 15 deputados que se recusa a votar o projeto de decreto legislativo que põe fim ao pedágio na Terceira Ponte, enquanto os manifestantes não deixarem o local. Foi a partir desta articulação que os compromissos firmados pelos deputados foram quebrados. Veja bem: a exigência dos manifestantes é que a matéria seja apenas votada, independente de sua aprovação. E, de fato, nada justifica que não seja. O que os deputados contrários ao projeto fazem é aproveitar a solução que encontraram, depois de muito queimar fosfato, para adiar mais e mais a votação – o recesso começa na próxima quarta-feira (17). Esta manobra, somada à decisão judicial que determina a redução do pedágio, uma tentativa de cala-boca ao clamor popular, tenta criminalizar o movimento. Ninguém mais fala no “grupo dos 15”, do deputado estadual Gildevan Fernandes (PV), o alvo agora são os manifestantes “intransigentes”. E a Assembleia, coitada, é a vítima da história. Quem não conhece, que compre!
 
Teatro
A propósito, a entrevista do presidente da Casa, Theodorico Ferraço (DEM), à Rádio CBN, nesta sexta-feira (12), foi um show de cinismo.
 
Teatro II
Me fez lembrar até de outro episódio. Antes mesmo de explodir a Operação Derrama, o demista estava “pé da vida” com o governador Renato Casagrande, e não poupava críticas a ele. Ai rolaram uns “acertos”, ele foi reconduzido à presidência, e resolveu se declarar: “eu amo Casagrande”. 
 
Pois então…
Nas internas, ele é o primeiro a defender a reintegração de posse da Assembleia, mas publicamente continua pedindo “carinho” aos manifestantes.
 
Pergunto
Por que Casagrande recebeu os representantes das centrais sindicais e não das manifestações populares?
 
Metade 
Pra você ver, se os usuários pagassem somente a manutenção da Terceira Ponte, o preço cairia bastante: R$ 0,80. Por noventa dias será esse preço, quero ver depois. E aí, Rodosol, doeu?
 
Metade II
Valor bate com o defendido pelo advogado e ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Enivaldo dos Anjos (PSD). Para ele, o valor justo seria de R$ 0,75. Ele assina ação popular que acusa a concessionária de “omissão criminosa”, por não garantir um padrão mínimo de qualidade no serviço.
 
Quem?
O programa partidário do PV exibido em rede nacional na noite dessa quinta-feira (11) apresentou lideranças de vários estados do país e até vereador. E embora o partido tenha no Estado dois deputados estaduais – Gildevan e Sandro Locutor – e dois prefeitos – Viana e Brejetuba -, foi solenemente ignorado.
 
Marcou ponto
O prefeito de Aracruz, Marcelo Coelho (PDT), assinou a terceira ordem de serviço para construção e reforma de escolas em aldeias indígenas – Irajá, Três Palmeiras e Pau Brasil. Iniciativa é essencial para preservação da cultura tradicional. 
 
140 toques
“No Dia Nacional de Lutas, classe trabalhadora protesta de ponta a ponta do país”. (Vereador de Vitória Namy Chequer – PcdoB – no Twitter).
 
PENSAMENTO:
“Nunca se mente tanto, escancaradamente, como durante as guerras e antes das eleições”. Otto Von Bismarck

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