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Diferença mantida

Quando se trata de pesquisa realizada pela Futura – que até tirou o “instituto” do nome recentemente justamente para tentar passar uma nova imagem –, a classe política já fica com o pé atrás. Os levantamentos têm servido, porém, para analisar o cenário eleitoral. 
 
Considerando os dados que estão à mão de Vila Velha e Serra, nota-se uma manutenção na diferença entre o governador Renato Casagrande e o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) na preferência do eleitorado, o que torna a expectativa pela disputa eleitoral ainda maior.
 
Considerando a espontânea, que significa manifestação natural de votos, o governador mantém seis pontos à frente de seu antecessor, o que não é uma distância que lhe garanta uma eleição tranquila, mas dá um certo conforto, consolidando sua liderança do processo político. Mas ainda estamos em abril e o período eleitoral só começa em julho. Até lá muita coisa pode acontecer, inclusive, nada.
 
Hartung pressiona Casagrande e a tendência nos próximos dois meses, até a convenção do PMDB no final de junho, é que essa pressão aumente muito. O objetivo seria desidratar o governador para forçar o desembarque das lideranças do palanque palaciano e fazer com que o governador tenha queda de prestigio eleitoral, facilitando para o peemedebista. 
 
E aí é que fica a grande dúvida dos meios políticos, vai o governador aguentar a pressão, mantendo a liderança do processo eleitoral? A classe política parece disposta a pagar para ver quem vai chegar ao processo eleitoral com mais garrafa vazia para vender.
 
Fragmentos
 
1 – A sessão dessa segunda-feira (14) na Assembleia foi de muita discussão. Tudo por causa da emenda constitucional proposta pelo deputado Rodrigo Coelho (PT) sobre eleição direta de diretores de escola. 
 
2 – Mexer com indicação política de cargos é sempre uma tarefa muito delicada e os ânimos ficaram realmente exaltados na Casa. Mas para mudar mesmo essa forma de escolha, seria preciso uma intervenção em nível federal, já que o fim da eleição direta foi emendado na Constituição Federal. 
 
3 – Então, bancada capixaba, fica a dica. Evidentemente, levar uma discussão dessas para o Congresso é procurar sarna para se coçar. Se na Assembleia já deu confusão, imagina na Câmara, com 513 deputados, e no Senado com 81 senadores!

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