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Difícil acomodação

A partir da próxima quarta-feira (20) os partidos estão liberados para começar a fazer suas convenções e definir seus candidatos majoritários, as chapas proporcionais e os parceiros com os quais vão caminhar. Mas a expectativa é de que as convenções aconteçam mesmo entre 30 de julho e 5 de agosto, quando acaba o prazo. 
 
Todo mundo vai querer esticar até o limite para poder costurar os alinhavos feitos até aqui. Muita coisa está dependendo da conjuntura local, mas também há o problema da influência da disputa estadual entre Paulo Hartung (PMDB) e Renato Casagrande (PSB) e ainda  as dúvidas sobre a nova legislação eleitoral, que também está dificultando algumas amarras.
 
A principal dificuldade está no fato de que este ano as coligações proporcionais são obrigadas a se ancorarem em uma candidatura majoritária. Nas eleições passadas, um partido poderia se unir a vários para as acomodações na disputa às cadeiras nos legislativos municipais, mas não necessariamente teria de apoiar um candidato a prefeito de um dos partidos que estivesse naquele grupo. 
 
Agora, se um dos partidos tiver candidato a prefeito, todos os partidos coligados na proporcional deverão apoiá-lo. Isso vem dando muita confusão, porque não interessa muito a determinados partidos caminhar com candidatos a prefeito que não tenham reais chances de vencer a disputa.
 
O problema é que, na maioria das vezes, esses candidatos têm chapas pesadas na proporcional, o que não atrai, sobretudo, os partidos menores, com candidatos com pouca densidade eleitoral. Aí a conta não fecha e a tensão aumenta. As rodadas de negociações devem esquentar ainda mais o clima entre as lideranças partidárias.
 
Com a proximidade do período das convenções,  é grande a tensão para que alguns candidatos que estão nos segundos pelotões desistam da disputa para liberar os partidos para se coligarem. Afunilar o cenário eleitoral neste momento é normal, mas este ano outros elementos vão contribuir para que muita gente fique pelo caminho ou tenha que convencer os seus candidatos proporcionais a irem sozinhos para o sacrifício. 

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