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Difícil de engolir

A disputa em São Mateus, norte do Estado, que já vinha acirrada, pega fogo nesses últimos dias que antecedem a votação de domingo (2). O motivo é a denúncia feita pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) nessa quarta-feira (28), pedindo a cassação da candidatura do empresário Daniel da Açaí (PSDB), sob acusação de abuso de poder econômico por conta da distribuição de água à população, que sofre desde o ano passado com a crise hídrica. Trata-se de denúncia e pedido, portanto, com um longo caminho de investigação pela frente, mas seus – ou seu – adversários correram para criar uma espécie de informativo com as matérias veiculadas na imprensa sobre a medida do MPE, que foi amplamente distribuído pelas ruas da cidade. O alvoroço foi tanto, mas tanto, que a juíza eleitoral Aline Moreira Souza Tinôco precisou emitir nota para esclarecer o caso, afirmando que os três candidatos do pleito estão aptos à eleição. Além de Daniel, concorrem ao cargo em São Mateus o deputado estadual Freitas (PSB) e o ex-deputado estadual e radialista Carlinhos Lyrio (PSD). Mas o acirramento, mesmo, é com o socialista. Novato em política, o empresário é o calo no sapato de Freitas, que está há anos no mercado político. Daniel da Açaí, até agora, aparece disparado nas intenções de votos em relação aos demais e ainda tem a menor rejeição do eleitorado. Se os números se confirmarem, vai ser difícil engolir, hein?!
Olho vivo
A propósito, São Mateus está entre os municípios do interior onde a Polícia Federal irá fazer ronda ostensiva neste domingo. 
Olho vivo II
Haverá presença mais efetiva da PF, fora da Grande Vitória, em Cachoeiro de Itapemirim e Itapemirim – escolhido a dedo pelo histórico de denúncias em eleições.
Forçou
Orientação de marqueteiro ou não, soa ridículo um candidato não se referir ao outro pelo nome, como fez o tempo inteiro o prefeito de Vitória Luciano Rezende (PPS) no debate dessa quinta-feira (29), na TV Gazeta. Lelo virou “deputado Coimbra” e Amaro Neto apenas “deputado” – Perly era Perly. Sério mesmo, alguém acha que isso muda resultado de eleição? 
Promessas
Como sempre, o problema do pó preto na Capital aparece apenas nos debates que ocorrem já na véspera das disputas. E sempre naquela: “amanhã eu vou lá hoje”. Mas que foram muito boas as tacada de Amaro e Lelo no Luciano, ah, se foram!
Tiroteio
Lelo: “Não vou jogar o pó preto para debaixo do tapete, como a atual administração fez”. Amaro: “Não vou fazer igual ao senhor, que quando a PF chegou [interdição de Tubarão], resolveu meter a caneta. Para quem não se lembra, após anos de administração, o prefeito convocou coletiva poucas horas após a interdição para anunciar multas à Vale e Arcelor. A famosa carona.
Paw-pow
Também não teve para o prefeito na tentativa de pegar Amaro sobre os projetos que ele apresentou para a área no mandato de deputado estadual. “O senhor quando foi deputado apresentou 12 projetos, eu apresentei 35”, respondeu o candidato do SD, emendando que Luciano foi financiado pelas poluidoras. Não que Amaro tenha feito algo na área, mas a resposta estava na ponta da língua.
Praia dele
Amaro, a propósito, estava mais em casa do que nunca. Mas podia ter passado sem aquela de citar ACM Neto (DEM) como o melhor prefeito do Brasil. Há controvérsias.
Não tem justificativa
Pior do que o confete no ACM, só a Rede Gazeta insistir em dizer que é democrática, ao justificar o esforço judicial que fez para deixar o candidato do Psol, André Moreira, fora do debate. Ele foi barrado na porta, após a empresa de comunicação recorrer ao TSE contra sua participação, dizendo que, assim, cumpriu a lei. As afiliadas da Globo no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Belém, São Paulo e Porto Alegre não cumpriram, então?
Nas redes
(…) Nas eleições no Brasil, os meios de comunicação privados definem quem vai ou não ter o direito a apresentar-se aos eleitores. A Rede Gazeta excluiu deliberadamente a participação do candidato Andre Moreira (PSOL) e ainda se sente a porta-voz da “liberdade de expressão”. (Maurício Abdalla – professor da Ufes – no Facebook).
PENSAMENTO:
“Só se pode conversar na sauna, pelado”. Sérgio Motta

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