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Difundindo o modelo

Na reunião do governador Paulo Hartung (PMDB) com os jovens prefeitos eleitos nessa terça-feira (4), os novatos receberam “aulas de corte e costura”. Aprenderam a cortar os gastos, mesmo que isso signifique diminuir investimentos em áreas sociais, no funcionalismo e no atendimento às demandas da população.

Aprenderam também a costurar com a classe empresarial, o modelo de gestão de estado mínimo, que ele vem adotando em seu governo no Estado. Isso implica em trazer a iniciativa privada para cuidar de questões que são inerentes do serviço público. A reunião foi com prefeitos eleitos com menos de 40 anos e que não tiveram até aqui experiências em gestão.

Um campo bem fértil para que o governador, experiente, possa difundir seu modelo de gestão. Modelo que ele tem conseguido convencer, pelo menos, fora do Espírito Santo, com um caso de sucesso para enfrentar e vencer a crise. Mas seria interessante que os prefeitos tivessem um pouco de parcimônia.

É sempre bom para quem está começando um novo projeto ouvir a voz de quem tem experiência. Mas também é interessante que observe os pormenores envolvidos nesse cenário. Hartung quer tirar de seu pé os prefeitos que vivem com o pires na mão, mas seu projeto não busca a descentralização do desenvolvimento do Estado, muito menos a valorização da economia local.

O governador insiste em um projeto de internacionalização da economia capixaba, deixando o Estado cada vez mais vulnerável diante das instabilidades do cenário exterior. O modelo incentivado por Hartung não atrai recursos, não gera uma quantidade significativa de empregos e desrespeita leis ambientais, que comprometem a segurança e a saúde da população.

Só que um modelo implantado em um município, chama mais atenção para o prefeito. Pode até dar certo, mas a probabilidade de dar errado é grande e o prefeito é que vai pagar. Uma boa dica para os prefeitos novatos é a de tentar fazer diferente de modelos desenvolvimentistas.

Como estão no interior, devem buscar formas de atrair investimentos para suas cidades. Investimentos que permitam o recolhimento de impostos, impulsione o empreendedorismo e gere empregos. Além disso, precisa cuidar dos serviços prestados, que tenham qualidade e sejam acessíveis à população.

Fragmentos:

1 – Por ironia do destino, Vila Velha, que foi o obstáculo no caminho de Norma Ayub (DEM) na eleição de 2014 para conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados, é que pode lhe dar um prêmio de consolação dessa eleição. Aliás, para ela e o marido, Theodorico Ferraço (DEM).

2 – Mas para isso, ela  vai ter que torcer pela eleição de Max Filho no duro embate com Neucimar Fraga (PSD) no segundo turno. Ferraço até hoje não engoliu a falta de empenho do prefeito Rodney Miranda (DEM) na campanha mal-sucedida de Norma.

3 – E por falar em Rodney, os votos que o prefeito teve na eleição o colocam como um bom peso na nova disputa. Com Max Filho fica difícil uma composição, mas como Neucimar não partiu para cima do prefeito, pode até dar jogo.

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