Uma breve observada em como alguns de nossos políticos utilizam as redes sociais mostra que ainda há muito o que se aprender quando o assunto é conversa na internet. Alguns têm periodicidade, outros bastante informação e outros, ainda, muitas fotos para mostrar serviço. Nada disso, porém, se afina com o propósito dos sites de relacionamento.
A presidente Dilma Rousseff deu algumas pistas de como deve ser essa relação. Há algum tempo, o Twitter fake Dilma Bolada surgiu como uma sátira da presidente com fama de durona. Os comentários eram mais duros, críticos. Mas, aos poucos, os seguidores da página foram notando uma mudança de comportamento do autor.
O Twitter falso de Dilma passou a exaltar a figura da petista, divulgar e comentar de forma irreverente as agendas da presidente, com comentários ácidos sobre os adversários e até palpites nas novelas. Tudo como se fosse a própria presidente.
Até que a presidente resolveu reativar seu Twitter oficial e a jogada de marketing para divulgá-la foi de uma genialidade ímpar. Uma conversa bem informal entre a Dilma verdadeira e a Dilma Bolada foi programada para marcar o início da aproximação da presidente com as redes sociais.
E não faltou nem a camisa vermelho-PT para Jéferson Monteiro, o criador do Dilma Bolada, tirar foto ao lado da presidente. A partir daí, Dilma passou a usar a ferramenta e tudo o que diz vira notícia.
O microblog foi lançado no momento certo, bem antes do processo eleitoral, de uma forma que se encaixou perfeitamente na proposta e, de quebra, mostrou como transformar um personagem que poderia ser um problema em um aliado, o que pode ser muito útil no período eleitoral.
O sucesso foi tanto que os tucanos – alguns dizem que foram os próprios petistas tentando desmoralizar os adversários – criaram uma página no Facebook, Aécio Boladaço, mas a iniciativa não deu muito certo.
Esse exemplo da presidente é emblemático para quem está pensando em usar essas ferramentas para se aproximar do eleitorado em 2014. Tudo depende da estratégia de marketing que será usada, como será usada e quando será usada. Um erro de programação, e tudo pode ir por água abaixo.

